Despenca taxa de ocupação de hotéis nos EUA

Kitty Bean Yancey

A taxa de ocupação dos hotéis dos Estados Unidos, que começou a despencar depois que o tráfego aéreo no país ficou paralisado, em 11 de setembro, atingiu o seu nível mais baixo na semana passada, já que os empresários e turistas optaram por ficar em suas casas.

De 16 a 22 de setembro, a taxa média de ocupação foi de 52,3%, o que representa uma queda de 25,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

A taxa de ocupação na área metropolitana de Washington D.C., onde o Pentágono foi atacado e o Aeroporto Nacional Reagan permanece fechado, diminuiu em 51,5%. Nova York, que tenta se recuperar do atentado contra o World Trade Center, teve uma queda de 41,5% no nível de hospedagem.

"Na maioria das regiões, esse é o pior período já registrado para a hotelaria desde que começamos a medir a taxa de ocupação, em 1987", afirma Duane Vinson, do Smith Travel Research, em Hendersonville, Tennessee. O preço das diárias caiu 5,4% na semana passada, chegando à média nacional de US$ 73,90 (R$ 199).

Neste período de setembro e outubro - os meses onde ocorrem mais viagens de negócios e convenções - os hotéis já registram prejuízos. "A economia já não estava ajudando, e os atentados aplicaram um golpe adicional sobre o setor hoteleiro", afirma Vinson.

Na verdade, os hotéis estavam mais cheios do que o normal no período de 11 a 15 de setembro, porque muitos passageiros ficaram impossibilitados de viajar, devido ao fechamento dos aeroportos.

A maior queda na taxa de ocupação ocorreu entre 16 e 22 de setembro na área de San Francisco/San Mateo. A queda foi de 55,4%, fazendo com que a taxa chegasse a 44,2%, uma redução atribuída em parte aos problemas com as empresas ponto-com.

Outras quedas das taxas de ocupação hoteleira em cidades populares, de acordo com o Smith Travel Research:

- Nova Orleans: queda de 55,2%, fazendo com que a taxa de ocupação chegasse aos 35,7%.
- Havaí: queda de 50,3%; taxa de ocupação de 37,4%.
- Boston: queda de 50,4%; taxa de ocupação de 46,3%.
- Orlando: queda de 44,8%; taxa de ocupação de 35,9%.

Em geral, as propriedades de luxo e os hotéis urbanos foram os mais atingidos.

"Os consumidores estão evitando as grandes cidades", diz o analista Vinson.

"Não há segmento da indústria que não esteja sendo duramente atingido", diz a porta-voz do Ritz-Carlton, Vivian Deuschl. "Mas, a princípio, são os recepcionistas e as camareiras que estão sofrendo mais com a crise. Ou seja, exatamente aquelas pessoas que têm a renda mais baixa".

Tradução: Danilo Fonseca

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