Depois da doença, Sharon Stone diz que "é muito bom estar viva"

Ann Oldenburg
USA Today

Sharon Stone diz quse ter morrido no ano passado, quando foi hospitalizada por aquilo que os médicos acreditavam ser um aneurisma cerebral.

"Eu certamente tive uma experiência de quase morte. Estive muito próxima a passar desta para outra. É muito bom estar viva", disse ela, por telefone, da sua casa em São Francisco, na sexta-feira. Ela falou bastante sobre o assunto, pela primeira vez desde o incidente.

Após sentir uma forte dor de cabeça, acreditou-se que a atriz teve um aneurisma rompido, seguido de hemorragia. Finalmente, determinou-se que a hemorragia interna fora causada pela ruptura de uma artéria na base do crânio.

"Achamos que possa ter sido uma lesão causada por um acidente ocorrido enquanto fazia um passeio a cavalo, que pode ter piorado devido a um tratamento quiroprático", diz ela. "E acreditamos que a minha atuação em "A Esfera" (ficção científica, 1998) - quando usei um pesado equipamento de mergulho - tenha realmente piorado as coisas".

'Passei por uma jornada dolorosa, e foi também uma longa e árdua jornada de volta. Há aquela antiga música gospel chamada 'A Closer Walk With Thee." Creio que foi isso que o retorno representou para mim. Foi algo de muito pacífico e amoroso".

A atriz, de 44 anos, diz que ainda sofre de algumas dores de cabeça. "Ainda estou um pouco no processo de recuperação. Mas estou caminhando. Tenho uma ficha de saúde muito boa".

Na apresentação da festa do Oscar, no mês passado, no qual Stone concedeu um dos prêmios na companhia de John Travolta, a atriz quis provar a todos que estava bem.

"Muita gente não sabia se eu podia andar ou falar, e muito menos dançar. Portanto, deixar o Imperador Travolta me conduzir rodopiando foi uma tática perfeita. As pessoas se convenceram de que eu estava bem. Foi uma forma doce de retornar".

Hoje à noite, ela vai caminhar e falar no palco em Chicago, a fim de receber o Prêmio de Tratamento Médico Humanitário 2002 do Instituto de Conferência Global, devido à sua contribuição voluntária para a batalha contra a Aids.

"No início, eu disse ao meu marido (o editor do San Francisco Chronicle, Phil Bronstein) que, se eu estava sendo homenageada, então ninguém estava fazendo grande coisa pela causa. Ele retrucou, 'Mas você não arrecadou dezenas de milhões de dólares?'".

Ela percebeu que tinha realmente arrecadado tal fortuna.

"Eu fiz o desenho de uma bolsa para Louis Vuitton um ano e meio atrás, e 15% do dinheiro gerado durante a minha vida será destinado à pesquisa da Aids. No último ano e meio, esses 15% perfizeram US$ 1.644.081 (cerca de R$ 3,85 milhões)", conta a atriz. "Mal pude acreditar".

Ela faz uma pausa para limpar as mãos do filho Roan, de um ano e dez meses. "Feche a porta, querido", diz ela ao garoto.

E como a maternidade influiu sobre ela? "Não necessito de outras coisas", diz ela.

Mas ela está lendo roteiros e leva o telefone para outro aposento a fim de pedir a um assistente que "encontre aquele com a observação de David Paymer". Ela também está indo para Cannes no mês que vem para fazer parte do júri do festival. E Sharon Stone ainda está ajudando o marido a se recuperar da mordida de um dragão de Komodo, ocorrida em junho do ano passado no Zoológico de Los Angeles.

"Pouquíssimos maridos realmente se dispõe a lutar com um dragão. O meu é capaz de tal façanha. Foi um incidente de certa proporção mitológica".

O episódio deixou a sua seqüela. "Ele ficou com uma deficiência física permanente devido à mordida", conta Stone. Bronstein manca e não pode correr descalço. Eles estão pensando em uma nova cirurgia para reconstituir os tendões.

Na próxima semana, ela recebe outro prêmio, da TeenLine, dedicada a ajudar adolescentes com problemas. "Creio que todos estão tremendamente surpresos por eu não ter morrido", diz ela, acrescentando, "Oi. Ainda estou viva".



Tradução: Danilo Fonseca

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