The Osbournes gera venda recorde de produtos licenciados

Thereza Howard
USA Today
Em Nova York

Ozzy Osbourne foi o maior sucesso deste ano na MTV. Agora, ele e a sua família se preparam para protagonizar um espetáculo de sucesso, no show anual da indústria de produtos licenciados, que começa aqui em Nova York, nesta terça-feira.

O profano "Príncipe das Trevas", que encantou mais de 5 milhões de telespectadores com cada episódio de "Os Osbournes", um programa baseado no cotidiano doméstico do roqueiro e da sua família, deve gerar mais de US$ 200 milhões (cerca de R$ 527 milhões) em mercadorias licenciadas este ano. Um acordo comercial típico daria à família 10% ou mais deste total.

"É um desses fenômenos meio inexplicáveis", diz Charles Riotto, chefe da Associação Internacional de Vendedores de Podutos Licenciados, que patrocina os acordos comerciais desta indústria global de US$ 177 bilhões (algo como R$ 466,5 bilhões). "Às vezes há uma variável não identificada que cativa o consumidor".

O grupo que supervisiona o licenciamento dos produtos ligados aos Osbournes está procurando licenciar objetos tais como um urso de pelúcia falante, bonecas ativadas pela voz, relógios e camisetas (profanas para alguns, e vendidas em uma versão soft para as grandes lojas). Há até guias, coleiras e outros apetrechos caninos, inspirados em Lola, a cadela da família.

"Trata-se de um fenômeno", diz Dell Furano, chefe-executivo da Signatures Network, que representa os produtos com a marca Osbourne desde os anos 80. "Temos que lucrar o máximo enquanto o programa está na crista da onda".

Embora vá lucrar com a atual popularidade, Furano diz que tenta fortalecer os negócios, reduzindo o número de itens comercializados no ano que vem, após ter introduzido cerca de 400 no mercado em 2002.

Há quem espere mais sucessos:

- Uma outra família desajustada, "Os Simpsons", faz sucesso há 14 anos, mas, mesmo assim, vende mais produtos do que nunca. No momento em que o desenho comemora o seu 300º episódio, Homer, e não Bart, é o astro nos últimos produtos licenciados que incluem um jogo, o "O Que Faria Homer", bonecas, equipamentos do bar de Homer e personagens inspirados em Homer (Hula Homer, Papai-Noel Homer e o Homer de Halloween).

- Tecendo a teia. O sucesso do filme fez do Homem-Aranha o sucesso dos produtos licenciados este ano. Em agosto, a Marvel vai lança-lo em versões mais suaves e de maior dimensão para atingir os alunos da pré-escola. Os bonecos trazem chips de voz que ajudam as crianças a aprender as formas, cores e sons.

- Ursinhos. Os Care Bears, os ursinhos com mensagens de amizade vão vender US$ 10 milhões (cerca de R$ 26 milhões) este ano, quando a American Greetings tentará vender essa mania dos anos 80 para a nova geração do mercado infantil. Estão incluídos na estratégia de marketing brinquedos para crianças e roupas para adolescentes.

- Quadrados mas legais. As licenças para os produtos do SpongeBob SquarePants devem vender US$ 500 milhões (cerca de R$ 1,32 bilhão) este ano. E embora o personagem tenha como alvo o público infantil entre seis e onze anos, os produtos licenciados são voltados para os adultos e as crianças. A novidade para adultos este ano são os aquários com rotores e figuras SpongeBob, brinquedos infláveis para piscina, conjuntos de calcinha e sutiã, cobertura para placas de automóveis e sandálias de dedo.

"Esse é um exemplo raro de produtos que fazem sucesso em todo o espectro demográfico", diz Sara Levin, da estação de TV a cabo que veicula o SpongeBob, a Nickleodeon.

As vendas de produtos licenciados de entretenimento caíram 4%, ficando em US$ 2,6 bilhões (aproximadamente R$ 6,85 bilhões) em 2001, mas os produtos licenciados continuam sendo o maior segmento da indústria, com 44,3% do mercado, segundo um estudo divulgado na terça-feira. Ao todo, os lucros com os produtos licenciados diminuíram 4,4%.

"Pode-se atribuir os problemas do ano passado à situação da economia e ao estado de espírito da nação", diz Riotto.


Tradução: Danilo Fonseca

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