Atriz Rosario Dawson se surpreende com seu sucesso em "MIB 2"

Andy Seiler
USA Today
Em Nova York

AFP
Rosario Dawson na estréia de "Homens de Preto 2" nos EUA
Rosario Dawson mal pôde acreditar quando o diretor Barry Sonnenfeld lhe disse que ela faria o papel da amada de Will Smith em "Men in Black II" ("MIB - Homens de Preto 2").

"Achei que eles estavam fazendo algum tipo de piada comigo", diz Dawson, de 23 anos.

Mas a atriz, que conhece a linguagem das ruas, afirma que está aprendendo a aceitar surpresas agradáveis. Afinal, ela nunca esperava conseguir ser uma atriz.

A sua carreira cinematográfica começou aos 15 anos, quando ela chamou a atenção do diretor Larry Clark e da roteirista Harmony Korine, que estavam procurando locais para a filmagem do polêmico drama "Kids". Eles viram Dawson no bairro de Alphabet City, em Lower East Side Manhattan.

Dawson atuou como Ruby, a garota rebelde e promíscua, cuja sexualidade grosseira dá inicio ao filme. Os cineastas que abordaram Dawson após "Kids" descobriram que ela interpretava a si própria, e passaram a lhe oferecer somente atuações "papel-carbono".

Dawson fez a "garota do bairro pobre" no filme "He Got Game", de Spike Lee. "A personagem, Lala, não tinha nada a ver com a minha pessoa. Mas tenho que admitir que conheci garotas como ela nas ruas", afirma.

Quando fez o papel de uma garota bem comportada no filme sobre uma rebelião escolar, "Light It Up" e, mais tarde, o de uma das meninas de "Josie and the Pussycats" ("Josie e as Gatinhas"), o seu objetivo foi romper com a tendência de fazer sempre o mesmo tipo de personagem.

Se "MIB - Homens de Preto 2" fizer de Dawson uma estrela, ela pode até mesmo ter que se mudar. Dawson nunca deixou o seu velho bairro e é freqüentemente parada nas ruas pelos admiradores que lhe dizem que ela se parece com alguém que eles viram nas telas. Os fãs sempre acreditam que ela não pode ser alguém importante, pelo fato de viver no bairro.

"Fico satisfeita em não ser capaz de enxergar bem sem os óculos, porque, dessa forma, eu realmente acabo não percebendo com freqüência coisas desse tipo", diz ela. "Mas as pessoas me chamam de Lala, onde quer que eu vá. Atualmente, Spike é conhecido como o cara que sabotou o meu nome".

Até mesmo as perguntas de jornalistas podem fazer com que ela se lembre do bairro. Quando lhe perguntam se é solteira, Dawson balança negativamente a cabeça. Quando lhe perguntam se é casada, ela faz o mesmo gesto.

"Esse tipo de pergunta me lembra as vezes em que me paqueravam na rua", diz ela. "Os caras perguntavam, "Ei, você é casada? Está namorando alguém?'". Ela só diz que tem um namorado, mas não revela o seu nome.

Dawson já atuou em vários filmes, incluindo alguns independentes e "Pluto Nash", uma comédia de ficção científica de Eddie Murphy, cuja história se passa no futuro, e que estréia nas salas de exibição dos Estados Unidos em 16 de agosto.

Atualmente, ela está em pleno trabalho no filme "The 25th Hour", mais outra produção de Spike Lee, que o roteirista David Benioff adaptou para o cinema a partir do seu bem sucedido primeiro romance. Dawson faz o papel da namorada de um traficante de drogas (Edward Norton) que está em vias de ir para a cadeia.

"No livro, o nome da moça é Naturelle Rosario. Portanto, eu saí gritando, 'Esse é o meu papel!'. Mas eles acabaram mudando o nome da personagem no filme para Naturelle Rivera. Acho que ficaram um pouco incomodados com o 'Rosario'. O público poderia pensar que o diretor escolhera o nome de propósito e isso poderia ser um fator de distração. Mas, pensando bem, não sei porque eles mudaram o nome. Acho Rosario um nome 'glorioso'".


Tradução: Danilo Fonseca

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