Cardiologistas dizem que exames do coração devem começar aos 20 anos

Anita Manning
USA Today

De acordo com a Associação Americana do Coração, os médicos devem começar a avaliar os riscos de os seus pacientes virem a desenvolver cardiopatias ou derrames desde os 20 anos de idade.

Nas novas sugestões publicadas no jornal "Circulation", uma equipe de especialistas afirma que pessoas com mais de 40 anos, ou todas aquelas que tiverem dois ou mais fatores de risco, deveriam saber quais são as suas chances de desenvolver uma cardiopatia no decorrer da próxima década de vida.

O cálculo se baseia em fatores como a idade, o tabagismo, o sexo, a pressão arterial e o colesterol.

Essas sugestões haviam sido atualizadas pela última vez em 1997. O texto de 1997 não fala sobre uma idade inicial para se começar a fazer exames para o diagnóstico de doenças cardiovasculares.

"As cardiopatias podem ser prevenidas, e, para isso, temos que começar a agir ainda na juventude", afirma o membro da equipe de especialistas, Sidney Smith, professor de medicina da Universidade da Carolina do Norte em Chapell Hill. Eis algumas das recomendações atualizadas:

- A perda de peso para aqueles que possuem um índice de massa corporal acima de 25, ou uma medida de cintura de mais de 101 centímetros, para os homens, ou mais de 89 centímetros, para as mulheres.

- Exercícios físicos moderados diários durante 30 minutos, de preferência todos os dias.

- Baixas doses de aspirina para pacientes com um risco de 10% de desenvolverem cardiopatias em um período de dez anos.

- Nenhuma exposição à fumaça de tabaco, incluindo o fumo passivo.

- Controle da pressão arterial e do nível de gordura sanguínea.

Checagem regular do pulso para a detecção e tratamento da fibrilação atrial, um batimento cardíaco irregular, associado com a formação de coágulos sanguíneos, que poderiam causar um derrame.

Os médicos são capazes de avaliar rapidamente qual é o risco de um paciente ter um ataque cardíaco na próxima década de vida, ao consultar tabelas prontas e fórmulas que se baseiam em dados que determinam as causas das doenças cardíacas, afirma Thomas Pearson, da Escola de Medicina e Odontologia da Universidade de Rochester, e que é o chefe da equipe autora das recomendações.

Em vários casos, a presença de diversos fatores de risco pequenos ou moderados acaba sendo mais perigosa do que um único fator de alto risco. Por exemplo, diz Pearson, uma pessoa com índices moderadamente altos de pressão arterial e colesterol e que fuma pode correr mais risco de sofrer um ataque do coração do que alguém que possua uma alta taxa de colesterol, sem, no entanto, apresentar outros fatores de risco.

O importante é antecipar e prevenir tratamentos caros, doenças debilitantes e a morte, diz Smith. "Se quisermos superar o problema, precisamos impedir a ocorrência de eventos drásticos", diz ele.


Tradução: Danilo Fonseca

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