Tomografia revela doença de Alzheimer antes da manifestação dos sintomas

Kathleen Fackelmann
USA Today

Na semana que vem, pesquisadores vão anunciar os resultados dos primeiros estudos em seres humanos utilizando uma técnica de tomografia que, em breve, pode possibilitar aos médicos a realização de exames confiáveis para o diagnóstico da doença de Alzheimer antes que os seus sintomas se manifestem.

As tomografias do cérebro revelam depósitos anormais de placas senis que, com o passar do tempo, podem causar perda de memória e outros sintomas da doença de Alzheimer, que atinge quatro milhões de norte-americanos.

Atualmente, os médicos só são capazes de diagnosticar a doença após uma bateria de exames descartar outras anomalias que possam causar perda de memória. Mas não existe forma de se visualizar as placas senis, que danificam o cérebro, até que seja feita uma autópsia.

O pesquisador Gary Small e seus colegas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, desenvolveram uma técnica de tomografia PET (Tomografia de Emissão Positrônica) que utiliza um método diferente para expor as placas senis. Small fez tomografias PET em pacientes que sofrem da doença de Alzheimer e encontrou as placas. Seis indivíduos saudáveis, que também foram submetidos a tomografias PET, não demonstraram ser portadores de anormalidades no cérebro, disse o pesquisador.

Mas duas pessoas com risco genético de terem a doença que, entretanto, não apresentavam quadro de perda de memória, tiveram sinais de desenvolvimento precoce de placas. A descoberta sugere que as tomografias cerebrais podem detectar a formação insidiosa de placas no cérebro, talvez até anos antes da aparição dos sintomas de perda de memória.

Segundo Arthur Caplan, especialista em bioética da Universidade da Pensilvânia, atualmente não existe cura para a doença, de forma que um diagnóstico precoce poderia assustar as pessoas.

Porém, segundo Caplan e outros pesquisadores, a técnica de visualização de imagens do cérebro poderia levar a novos meios de se combater a doença. Por exemplo, os pesquisadores poderiam utilizar as tomografias para avaliar se uma droga experimental possibilitaria o bloqueio do processo de formação das placas.

Novas pesquisas científicas sugerem que pessoas que adotam um estilo de vida saudável podem reduzir o risco de virem a sofrer da doença de Alzheimer. Eis uma lista de medidas que podem contribuir para manter o seu cérebro saudável:

  • Não fume.

  • Pratique exercícios físicos regularmente.

  • Mantenha o seu peso corporal dentro dos limites saudáveis.

  • Controle o nível de colesterol e a pressão arterial.

  • Adote uma dieta pobre em gorduras e que tenha muitas frutas, legumes e verduras.

  • Tenha uma vida social e use bastante a mente.

    Tradução: Danilo Fonseca
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