Autoridades ainda não sabem quantos morreram em 11 de setembro

Paul Overberg
USA Today

No primeiro aniversário dos ataques de 11 de setembro, daqui a duas semanas, poderá não haver uma lista final com o número de mortos.

Listas oficiais e não oficiais de vítimas fatais convergiram durante meses para algo como 3.000 mortos, mas nem mesmo as agências de Nova York que são responsáveis pela macabra contabilidade chegaram a um acordo quanto a esse número. O Departamento de Polícia afirma que há 2.823 desaparecidos e mortos, enquanto analistas da área de saúde liberaram esta semana uma lista com 2.819 nomes para as cerimônias do primeiro aniversário.

Já as contagens feitas pela mídia variam de 2.786 a 2.814.

Quanto ao número de mortos nos outros ataques, não há dúvidas: foram 224, sem contar os seqüestradores. Foram 184 mortos no Pentágono e 40 na Pensilvânia.

Em Nova York a tarefa é bem mais difícil. Os especialistas médicos da cidade identificaram os restos de quase a metade daqueles tidos como desaparecidos. Quantidade similar de pessoas foi declarada morta por juízes que avaliaram as evidências apresentadas pelas famílias que buscavam atestados de óbito.

Mas a cidade também contabiliza cerca de 90 nomes como sendo simplesmente de desaparecidos. Alguns são estrangeiros, cujas mortes nos ataques foram anunciadas por embaixadas através de passaportes e vistos. As listas anteriores das embaixadas foram consideravelmente reduzidas à medida que turistas foram sendo encontrados, e mais nomes puderam ser retirados do rol dos mortos. Por exemplo, a Embaixada do México removeu recentemente os nomes de duas pessoas que, anteriormente, havia declarado como tendo morrido.

Várias organizações da mídia compilaram listas não oficiais de nomes divulgados por linhas aéreas, departamentos de investigação, atestados de óbito, famílias, obituários e patrões. Essas listas continuam a sofrer alterações, à medida que os nomes duplicados são removidos e alguns outros são acrescentados ou retirados.

A lista da agência de notícias "Associated Press" tem recebido uma "tremenda atenção" por parte dos jornais e do público, afirma Sarah Nordgren, vice-diretora da agência internacional de notícias. Ela diz que a AP está tentando elucidar certas discrepâncias entre a sua lista e aquela da cidade.

A incerteza vai além daqueles que estavam no World Trade Center. Listas não oficiais ainda não trazem o nome de uma das 65 pessoas a bordo do Vôo 175 da United Airlines, que se chocou contra a torre sul. O porta-voz da United, Joe Hopkins, confirmou que 65 pessoas estavam a bordo. O FBI identificou cinco seqüestradores. Mas as listas divulgadas pela mídia trazem somente 59 nomes, sem contar os dos seqüestradores.

A United divulgou somente 52 nomes -- nove tripulantes e 43 passageiros. Hopkins diz que a United forneceu ao FBI a lista completa, mas só divulga o nome das vítimas para o público com a autorização dos familiares.

Tradução: Danilo Fonseca

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