Gentileza pode ser fatal em casos de ataque cardíaco, revela estudo

Steve Sternberg
USA Today
Em Chicago (EUA)

As mulheres que se sentem apoiadas de perto pela família e amigos após sofrerem um ataque cardíaco correm um risco três vezes maior de terem um novo ataque -- possivelmente fatal -- do que aquelas que não contam com tal apoio, afirma um novo estudo.

O estudo surpreendente sugere que a mobilização para ajudar uma mulher que possui uma cardiopatia potencialmente fatal poderia não ser a melhor atitude a ser tomada. Os homens, no entanto, parecem não registrar qualquer modificação devida à presença ou à ausência de apoio, afirma a autora do estudo, Karina Davidson, da Escola de Medicina Mount Sinai, em Nova York.

"Para as mulheres que sofreram um ataque cardíaco, o fato de contar com muita gente que as ama e que está preocupada com sua saúde circulando ao seu redor pode aumentar o estresse", adverte Davidson. Elas podem sentir que precisam confortar e tomar conta de toda essa gente que se preocupa com as pacientes. "Já os pacientes masculinos que contam com apoio nem sempre sentem a necessidade de agir com reciprocidade".

As conclusões foram divulgadas na conferência da Associação Americana do Coração, em Chicago. Davidson chama ainda atenção para o fato de que parentes e amigos nervosos podem inadvertidamente desencadear conflitos ou discutir repetitivamente questões emocionais dolorosas. "Quanto mais as pessoas apóiam uma paciente, mais ela precisa discutir por várias vezes seguidas as emoções e as dificuldades de sua vida", afirma.

Davidson adverte que as suas conclusões relativas às mulheres no grupo de alto risco não se baseiam na ciência e sim na intuição. Mas a sua estimativa de risco é compatível com um estudo de 139 homens e 71 mulheres, realizado na Nova Escócia, Canadá.

Tradução: Danilo Fonseca

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