Rumores de homossexualismo envolvem príncipe Charles em um frenesi da imprensa

Ann Oldenburg

O príncipe Charles está no meio de um escândalo de sexo gay, e o furor da mídia não quer parar. O herdeiro ao trono da Inglaterra passou a noite de domingo (9/11) -ao retornar de uma viagem de 10 dias à Índia e ao Golfo Pérsico- em uma reunião com seu filho, príncipe William, a companheira, Camilla Parker Bowles, e outros assessores, para determinar qual seria o próximo passo para calar a história. Membros da imprensa britânica chamaram a conversa de "reunião de crise"

Na última semana, os jornais alardearam uma história contada pelo serviçal do palácio George Smith, 43, que trabalhou para Charles durante 11 anos, até 1997.

Smith diz ter testemunhado um incidente sexual envolvendo o príncipe Charles e um ex-assessor real. Ele disse ter gravado o que viu em fita cassete e dado à princesa Diana. Hoje, a fita está nas mãos de Paul Burrell, ex-mordomo de Diana.

No mês passado, Burrell começou a divulgar seu livro de denúncias, "A Royal Duty" (um dever real). Ele mencionou a fita e disse que a revelação de seu conteúdo abalaria a monarquia.

As alegações do caso começaram a aparecer em vários sites da Web. Antes que os jornais londrinos pudessem publicar a história, Michael Fawcett, antigo assessor real do príncipe, recebeu uma injunção da Corte Superior. Ela proibia a imprensa britânica de publicar detalhes das alegações sinistras.

Enquanto o interesse da mídia aumentava, durante a semana passada, Charles emitiu longa declaração, negando tudo, na quinta-feira: "Esta alegação é falsa" e "não ocorreu".

Em sua declaração, ele mencionou que a acusação vem de um ex-funcionário da casa real que "teve estresse pós-traumático e sofreu de alcoolismo, depois de servir na guerra das Falklands".

Além disso, disse que o funcionário que gerou a confusão -Smith- já tinha feito acusações antes. Disse que a polícia investigara a fundo e concluíra que não eram substanciadas. Smith também alega ter sido violentado pelo mesmo assessor.

Na segunda-feira, um antigo criado, Simon Solari, que trabalhou para Charles e Diana por 15 anos, saiu em defesa de Charles, dizendo ao Evening Standard de Londres que as alegações "simplesmente não podem ser verdadeiras".

Também na segunda-feira, uma porta-voz de Clarence House, residência oficial do príncipe em Londres, disse que o príncipe não tinha planos de fazer comentários públicos ou de processar os difamadores.

O príncipe deve passar segunda e terça-feira recluso em suas terras em Highgrove; seu primeiro compromisso público desta semana está marcado para quarta-feira, quando participará de uma missa no Hospital Real em Chelsea.

Apesar de alguns artigos na imprensa britânica dizerem que o escândalo é forte o suficiente para deixar uma marca na monarquia, o porta-voz de Charles, Patrick Harrison, diz que ele permaneceu inabalado. Deborah Weinberg

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