Marketing amplia hype sobre "Fahrenheir 9/11", de Michael Moore

Gary Strauss
Em Nova York

"Fahrenheit 9/11", o controvertido novo filme de Michael Moore, está sendo impulsionado por uma campanha de marketing sem precedentes para um documentário nos Estados Unidos. O filme, que examina as relações entre a família Bush, Osama bin Laden e a Guerra do Iraque, terá lançamento nacional em mais de 500 salas dia 25 de junho, mais que o dobro do circuito (248) que exibiu o vencedor do Oscar "Tiros em Columbine", então formado basicamente por cinemas de arte. Em meados de julho, "Fahrenheit" deverá ocupar mais outras 500 salas.

As distribuidoras Lions Gate Films, IFC e Fellowship Adventure Group planejam gastar até US$ 10 milhões (mais de R$ 30 milhões), em marketing. É quase nada perto dos orçamentos de US$ 40 milhões investidos no marketing dos grandes sucessos de Hollywood, mas é uma quantia recorde para um documentário e quase o dobro do que foi gasto com a produção de "Fahrenheit": US$ 6 milhões.

"Fahrenheit 9/11" tem o seu próprio site, http://F911tix.com, para estimular a venda de ingressos para grupos. E os distribuidores esperam estimular a propaganda boca-a-boca realizando de 10 a 12 pré-estréias entre Los Angeles e New York.

Nesta sexta-feira (18/06), Moore será o convidado no "The Late Show with David Letterman", da rede de TV CBS, e no "Dateline", da NBC. Segunda, estará no "Today", também da NBC, um dos programas matinais mais vistos do país.

O filme - que deverá facilmente ultrapassar a receita de 21,6 milhões de dólares obtida por "Columbine" - está sendo alavancado por controvérsias a seu respeito. O governo Bush denunciou o filme como "ultrajantemente falso" e um grupo conservador lançado mês passado, o Move America Forward (Movendo a América para a frente), está tentando impedir o lançamento do filme.

"Michael Moore tem o direito da livre expressão," disse o presidente do MAF Howard Kaloogian ao jornal especializado em entretenimento Daily Variety. "Mas também têm esse direito milhões de americanos que se ofendem com sua propaganda anti-militar e seus ataques às nossas tropas".

Moore está contando com o apoio do ex-governador de Nova York, o democrata Mario Cuomo, para que o filme escape da cotação R, que excluiria o público menor de 17 anos. O PG-13, ou uma censura até 13 anos, poderia incrementar a receita de "Fahrenheit" em 20%, segundo o presidente da distribuidora IFC, Jonathan Sehring.

A mulher de Moore, a produtora Kathleen Glynn, disse que não há planos de cortes de cenas do filme, que mostra uma decapitação e takes horripilantes de iraquianos mortos. Nunca um documentário foi tão esperado; organização conservadora quer censurá-lo Marcelo Godoy

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