"Queer Eye for the Straight Guy" ganha versões européias

Gary Levin

A série "Queer Eye for the Straight Guy" já não faz o mesmo sucesso que fazia nos Estados Unidos, mas os alegres perfeccionistas estão com força total no continente europeu. O programa é apresentado no Brasil pelo canal pago Sony, às 21h dos domingos.

Episódios estrelados pelos "Cinco Fabulosos" já foram vendidos para 96 países. E versões regionais com talentos locais estão atualmente em exibição no Reino Unido, na Dinamarca e na Suécia. Em outros dez países-Austrália, Canadá, Finlândia, França, Itália, Noruega, Espanha, Estônia, Lituânia e Hungria - edições locais estão em diversos estágios de planejamento e produção.

A edição americana, que tem seus novos episódios atualmente exibidos no canal Bravo todas as terças à noite, elevou essa emissora de TV a cabo ligada à rede NBC) a um novo patamar, com altos índices no verão de 2003 nos Estados Unidos. Mas o conceito do programa - cinco gays especialistas em moda, decoração, culinária e vinhos, cuidados pessoais e cultura ajudando a "iluminar" um desajeitado heterossexual - complica bastante a produção do show em outros países.

"Entre todos os programas, o elenco desse show é um dos mais difíceis para escalar", diz o diretor da NBC, Leslie Jones. "Os cinco rapazes supostamente não devem ser atores. Também não devem ser personalidades da televisão. Então existe uma curva de aprendizado, para todos os envolvidos".

Segundo o criador do programa original, David Collins, "há uma tendência sensível a querer copiar os tipos dos americanos. Todos estão procurando por seus Carsons (Carson Kressley, especialista em moda) ou pelos seus Thoms (Thom Filicia, especialista em decoração). Não queremos ser excessivamente rígidos nessa tipologia, mas o formato é a razão do sucesso do programa."

Entre os reservados dinamarqueses, "o rapaz que é especialista em cultura passa muito mais tempo ensinando técnicas de comunicação e expressão, enquanto que, aqui nos Estados Unidos, Jai Rodriguez se concentra na escolha sobre a música e a dança mais adequadas para cada ocasião", diz Jones.

"Na Suécia, o cara de comida e vinhos acabou se transformando num chef e também num especialista em dietas, porque os suecos não têm muito esse nosso hábito de sair para jantar." E no Reino Unido, o especialista em cuidados pessoais corta cabelos e faz barbas em seu próprio salão.

Collins e Jones possuem os direitos internacionais de aprovação sobre a escalação dos elencos e o uso do formato, e eles pedem que os produtores de cada país passem uma semana num treinamento intensivo em Nova York. A dupla impediu o plano dos noruegueses de eliminar o especialista em cultura. Em vez disso, Collins e Jones o transformaram num especialista em estilo e exercícios físicos.

Embora isso varie de acordo com a região, os produtores de cada país costumam gastar o triplo de recursos nas versões locais do que investem na mera importação dos episódios originais. Em muitos países, "eles exibem os episódios americanos e, se a reação for positiva, imediatamente produzem uma versão local", segundo Jones .

No Reino Unido os índices da versão inglesa de "Queer Eye" são duas ou três vezes mais altos que os dos episódios americanos. Mas na Suécia, a versão local é um fracasso enquanto que o original americano "arrebenta", garante Jones. Série recebe um banho de loja para estrear, ou ser adaptada, em quase toda a Europa Marcelo Godoy

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