Nova pesquisa dá 52% a Bush e 45% a John Kerry

Susan Page
Em Washington

O presidente Bush ampliou sua vantagem sobre John Kerry depois da combativa Convenção Nacional Republicana, que questionou a capacidade de liderança do candidato Democrata, especialmente em relação ao combate ao terrorismo.

Os resultados mostram que, entre os eleitores que pretendem votar, Bush tem 52% das intenções de voto, Kerry com 45% e o candidato independente Ralph Nader com 1%. Antes da convenção, Bush estava apenas dois pontos percentuais à frente de Kerry.

A pesquisa de opinião, realizada por de USA Today/Rede CNN/Instituto Gallup, foi desenvolvida entre a última sexta-feira (3/9) e este domingo (5), quando a campanha entra em suas últimas oito semanas.

Já entre os eleitores registrados, a vantagem do atual presidente é menor. Bush teve 48% das intenções de voto, Kerry 46% e Nader 4%.

Os números são bem diferentes de pesquisas realizadas pelas revistas "Time" e "Newsweek" durante a convenção do Partido Republicano, quando o presidente obteve intensa exposição nos meios de comunicação. No levantamento da "Time", Bush vencia Kerry por 52% a 41% e, no da "Newsweek", por 54% a 43%.

A vantagem de Bush continua dentro da margem de erro da pesquisa do USA Today. Segundo os padrões históricos, os resultados ainda não permitem conclusões. Por outro lado, a convenção de Nova York conseguiu reformular as discussões sobre o cenário político e os candidatos de forma positiva para o partido Republicano.

No item que se refere às qualidades de personalidade e liderança necessárias para ser presidente, Bush subiu seis pontos e Kerry caiu 14 pontos.

Além disso, o público passou a dar mais importância ao combate ao terrorismo --principal ponto em que Bush leva vantagem. Os eleitores, atualmente, dizem que o terrorismo é tão importante quanto à economia e é mais importante do que a guerra no Iraque na determinação de seu voto.

E para lidar com o terrorismo, a preferência é pelo presidente, que ficou 27 pontos acima de seu adversário, subindo de uma diferença de 10 pontos no mês passado. Dois em cada três entrevistados disseram que as chances de um ataque terrorista contra os EUA seriam menores se Bush fosse eleito, em vez de Kerry.

O estrategista de Bush, Matthew Dowd, acredita que a diferença cairá novamente, mas diz que Bush atingiu a dianteira mais cedo do que esperado. Depois da convenção do Partido Democrata, "John Kerry perdeu sua oportunidade de ter uma conversa a sós" com os eleitores, disse ele.

Mark Mellman, que desenvolve pesquisas de opinião para Kerry, diz que ele "está fazendo avanços todos os dias", diminuindo a diferença com Bush. "A realidade é que esta foi uma convenção cheia de discursos feios e imprecisos, e não há dúvidas que causam uma impressão", diz ele. "Da mesma forma, não há dúvidas que perderão sua força rapidamente".

As lições de disputas presidenciais desde a Segunda Guerra Mundial indicam que qualquer um dos dois candidatos pode vencer em novembro. Desde a Segunda Guerra, houve três eleições em que as pesquisas desenvolvidas no final de semana do Dia do Trabalhador apresentaram empate técnico entre os eleitores registrados.

O candidato que estava à frente venceu em 1980, mas o candidato que estava em segundo venceu em 1960, quando Kennedy derrotou Nixon, e em 2000, quando o candidato democrata, o então vice-presidente Al Gore, lidera as pesquisas sobre o próprio Bush.

Bush teve um impulso modesto com a convenção do seu partido, enquanto a posição de Kerry caiu, na pesquisa do USA Today, depois da convenção Democrata. É o presidente que move os dois lados da cédula: oito em cada 10 de seus eleitores dizem que estão votando em Bush; metade dos eleitores de Kerry diz que estão votando contra Bush. Crescimento do presidente após convenção é menor que o esperado Deborah Weinberg

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