Bush abre 8 pontos de vantagem sobre Kerry

Jim Drinkard*
Em Washington

A recuperação do presidente Bush, em uma nova pesquisa nacional, reflete o crescimento da confiança do povo em sua forma de lidar não só com o terrorismo, ponto estabelecido, mas também com questões tradicionalmente Democratas, como saúde e previdência social. Bush voltou a apresentar vantagem apesar de a maioria ter dito que ele perdeu os três debates para seu oponente Democrata, John Kerry.

Pesquisa do USA Today/CNN/Gallup conduzida entre quinta-feira (14/10) e sábado (16) apresentou Bush à frente de Kerry por 52% contra 44% entre os prováveis eleitores. Na semana anterior, Kerry liderava por 49% a 48%.

O presidente também obteve ganhos em oito de nove itens, quando os entrevistados responderam quem lidaria melhor com determinadas questões. O maior aumento foi no item da previdência social, em que Bush passou de uma situação de desvantagem, de 40% contra 53%, na semana passada, para uma situação de vantagem, de 49% contra 46%, na última pesquisa.

Bush também marcou avanços nas questões de saúde, situação no Iraque, terrorismo e impostos. Kerry manteve a vantagem quanto à administração do Medicare e continuou a deter pequena vantagem sobre Bush nas questões de educação, déficit no orçamento e a economia.

"A eleição presidencial não está escolhendo debatedores, mas líderes. Os números estão voltando para onde estavam antes dos debates. Retomamos o impulso", disse Matthew Dowd, que faz pesquisas de opinião para Bush.

Os Democratas fizeram pouco dos novos resultados. "Estamos disputando corpo a corpo em uma competição nacional", disse Mark Mellman, responsável pelas pesquisas de opinião de Kerry. Ele disse que seu candidato é mais forte no que conta: nos Estados mais disputados que decidirão o resultado do Colégio Eleitoral.

"Estamos muito confortáveis com nossa posição e não estamos particularmente preocupados com os números, que não param de flutuar", disse Joe Lockart, porta-voz da campanha de Kerry.

Bush também apresentou ganhos contra Kerry em todos itens de qualidades pessoais, exceto em inteligência, em que os eleitores deram a Kerry 51% contra 36%. Bush teve resultados mais altos nos seguintes itens: honesto e confiável, forte e decisivo, compartilha os valores dos eleitores, tem um plano claro para resolver os problemas da nação e tem maior probabilidade de manter as promessas de campanha. Ele ainda passou Kerry no item "atenção às necessidades de pessoas como você", com 47% contra 46%.

No total, os resultados de Bush tiveram um salto de sete pontos, para 58%, enquanto Kerry manteve-se constante, em 51%. O presidente voltou a ter força entre os eleitores independentes, segmento em que vinha caindo atrás de Kerry, e na faixa etária de 18 a 29. Além disso, ficou empatado entre eleitores com mais de 65 anos, segmento em que Kerry tinha leve vantagem.

Bush também foi ajudado por um aumento de quatro pontos, de 28% para 32%, entre os eleitores que disseram que o terrorismo será o fator mais importante em sua decisão. Os eleitores que fazem da guerra ao terrorismo sua prioridade favorecem Bush por uma margem de 4 a 1.

Claramente, os eleitores estão mais fervorosos em relação a essa eleição do que estiveram em eleições anteriores. Por exemplo, 67% disseram que estão "mais entusiasmados" em votar do que nos anos anteriores e 75% disseram que o resultado "importa mais" para eles do que nos anos anteriores. Essas revelações se refletem em uma onda de novas inscrições de eleitores. Além disso, espera-se número recorde de votos em 2 de novembro.

Os eleitores também estão mais polarizados. Dos Republicanos, 71% disseram que "aprovam fortemente" o trabalho que Bush está fazendo; 68% dos Democratas disseram que "desaprovam fortemente".

Nenhum presidente na era moderna teve tamanha reprovação do outro partido. No mês em que renunciou, Richard Nixon tinha um índice de reprovação de 59% entre Democratas. Bill Clinton tinha 57% de reprovação entre Republicanos durante seu impeachment.

*Colaboraram Susan Page, Richard Benedetto e Jim Norman. Democrata perde terreno apesar das suas vitórias nos debates Deborah Weinberg

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