Americanos esperam sacrifícios na Previdência Social, aponta pesquisa

Susan Page
Em Washington

Uma maioria sólida de americanos prevê que seus benefícios terão que ser reduzidos ou seus impostos aumentados para assegurar o futuro do Seguro Social [a Previdência Social norte-americana] a longo prazo, um sinal de que a maioria das pessoas está preparada para suportar certas dores para preservar o sistema de aposentadoria do país.

Uma pesquisa USA Today/CNN/Gallup, realizada entre sexta-feira e domingo, revelou que ambos os partidos são vistos com ceticismo em relação a este assunto. 62% temem que os republicanos "irão longe demais" na mudança do Seguro Social; 61% temem que os democratas "não irão longe o bastante".

O presidente Bush, que colocou o Seguro Social no topo de sua agenda para o segundo mandato, recebeu sua pior avaliação até o momento neste assunto: uma aprovação de 35% e um desaprovação de 58%.

A idéia que ele endossou na semana passada de "indexação progressiva" --a manutenção dos futuros benefícios para os trabalhadores de baixa renda, mas reduzindo os benefícios iniciais para os de classe média e alta-- teve 54% de oposição contra 38% de aprovação.

"Para as pessoas o ideal seria que nada mudasse, mas esta não é uma opção, e elas estão chegando a esta conclusão", disse o analista de pesquisa republicano Whit Ayres. "Mas ainda não se aglutinaram em torno de qualquer plano alternativo".

O analista de pesquisa democrata Geoffrey Garin vê más notícias para Bush. "Quanto mais tempo ele gasta nisto, pior fica para ele", disse Garin.

Os resultados ressaltam quão difícil será aprovar qualquer coisa tão cedo. Ao serem questionados sobre que ação neste ano seria melhor para eles a longo prazo, 27% dos pesquisados escolheram a aprovação de um plano republicano, 22% escolheram um plano democrata e 46% escolheram nenhum plano neste ano. Outros resultados:

  • Os americanos concordam que grandes mudanças são necessárias no Seguro Social: 45% disseram que elas devem ser feitas este ano ou no máximo em dois anos; 36% disseram que dentro de uma década.

  • Quase dois terços, 62%, disseram que consertar o Seguro Social significará reduzir benefícios ou aumentar impostos. Se tivessem que escolher, 53% escolheriam impostos mais altos, 38% escolheriam benefícios menores.

  • A proposta de Bush de permitir que os trabalhadores desviem parte das deduções na folha de pagamento para contas de investimento pessoais foi apoiada por 44% e conta com a oposição de 52%. Isto representa um resultado ligeiramente melhor do que o da pesquisa de abril, mas ligeiramente pior do que a realizada em março.

    O índice geral de aprovação de Bush permaneceu inalterado em 48%. Seu índice de desaprovação foi superior ao índice de aprovação em todas as seis áreas específicas: relações exteriores, economia, Iraque, política de energia, preço da gasolina e Seguro Social. Maioria revela pessimismo sobre as reformas propostas por Bush George El Khouri Andolfato
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