Harry Potter e seus amigos enfrentam julgamento sob 'Fogo' em novo filme

Claudia Puig

Embora tenha que combater um dragão enfezado, criaturas semelhantes a polvos e sereias cruéis, tudo isso assusta pouco mais Harry Potter quanto a idéia de comparecer ao primeiro baile.

Em "Harry Potter e o Cálice de Fogo", o quarto filme baseado nos livros best-sellers de J.K. Rowling, Harry e seus amigos magos, Hermione e Ron, estão lidando com a angústia que vem junto com a adolescência.

O segundo filme da série, "Harry Potter e a Câmara Secreta", estréia em rede de televisão nos Estados Unidos no próximo sábado, dia 7, na rede ABC, com 13 minutos de cenas adicionais, e mais um trailer do quarto filme que vem aí, com estréia marcada para 18 de novembro nos EUA.

Em "Cálice de Fogo", os jovens magos estão "muito mais complicados", diz o diretor Mike Newell, o primeiro cineasta britânico a dirigir um filme de Potter. "Nos primeiros três filmes, seus personagens eram definidos pelo que enfrentavam: ou um lobisomem, um réptil basilisco ou um dementor humanóide.

Mas dessa vez a história é sobre como eles cresceram enquanto seres humanos.

Vai daí que o baile Yule, da escola, será uma tortura para Harry e Ron, porque eles devem convidar as garotas, e eles não sabem como fazê-lo." Nesse "Cálice", Harry (Daniel Radcliffe) mais uma vez enfrenta seu inimigo mortal, Lord Voldemort (Ralph Fiennes).

"Voldemort é uma criatura humana extremamente maligna, muito mais selvagem e cruel do que poderia ser qualquer criatura inventada", diz Newell. "Harry precisa encontrar nele mesmo os recursos para enfrentar esse inimigo."

Os pré-requisitos físicos foram muito mais duros dessa vez. "Cálice" é muito mais um suspense de ação do que os outros três filmes, porque está centrado num elaborado concurso de provas físicas, o Torneio dos Tri-Magos.

Radcliffe precisou aprender a fazer mergulho, e até a interpretar debaixo d'água. "O simples fato de manter os olhos abertos (nessa condição) por um determinado tempo já é difícil", diz Newell. "Não conseguimos fazer nada além de 15 segundos a cada tomada, o que se tornou muito complicado."

Radcliffe diz que gostou de mergulhar, apesar de alguns problemas menores.

"Ardia um pouco nos olhos, mas apesar disso e das infecções de ouvido, foi fantástico."

Em outra cena, ele desliza por um telhado para combater um dragão. "Foi como uma queda vertical de uns 15 metros", diz Radcliffe. "Eu estava pendurado num cabo indo tão rápido que a minha mente não teve tempo para acompanhar o meu corpo e dizer, 'Uau, estou caindo'. Foi divertido após a primeira vez que filmamos a cena. Mas no começo eu estava absolutamente apavorado."

Para fazer a cena de clímax, onde ele devolve o corpo de um colega de competição para o pai do garoto morto, diz Radcliffe, "eu precisei mergulhar em emoções que pessoalmente nunca havia sentido, que muitas pessoas nunca sentiram. Como essas emoções eram desafiantes, acabou sendo divertido."

Mas Radcliffe diz que a morte do tal personagem "não é assustadora nem muito explícita. Não há sangue algum."

Para Daniel Radcliffe, não há olhar para trás

A participação dele não termina com o "Cálice de Fogo"

Daniel Radcliffe, o rapaz de 15 anos que interpreta Potter, já disse que certamente estará de volta como Harry no quinto episódio, "Harry Potter e a Ordem do Fênix", que começa a ser filmado no ano que vem.

Mas Radcliffe ainda não olhou para trás e não reviu os primeiros filmes.

"Consegui ficar contemplativo assistindo ao primeiro; aí me dei conta de que valorizava um pouquinho demais a minha sanidade. Acho que seria muito estranho (rever os outros) e eu ficaria autoconsciente demais sobre o que estou fazendo agora."

Radcliffe tinha 12 anos quando foi lançado o primeiro filme da série, "Harry Potter e a Pedra Filosofal", e tanto o intérprete quanto o personagem amadureceram. Segundo Radcliffe, que fará 16 anos em julho, "Harry é mais adolescente nesse filme, e está mais vulnerável às emoções".

Enquanto isso, terminadas as filmagens do episódio número quatro, Radcliffe quer mais é ter algum descanso e relaxamento (após uma série de exames escolares) e também ler o sexto livro da série de J.K. Rowling, que será lançado em julho.

Será que o fato de interpretar Harry dá a ele alguma vantagem sobre todos os outros leitores ansiosos, no que diz respeito a edições antecipadas?

"Eu encomendei, mas não recebo uma cópia antecipada ou algo assim", diz o ator. Ele não gostaria de ter uma cópia antecipada. "É divertido poder descobrir (as aventuras) junto com todo mundo." Suspense de ação, "Cálice de Fogo" vai estrear em novembro Marcelo Godoy

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