Cai a aprovação a Bush, aponta pesquisa Gallup

Susan Page
Em Washington

Os índices de aprovação do presidente Bush em relação a questões como economia, Iraque e Previdência Social caíram para os níveis mais baixos de sua presidência, segundo uma pesquisa USA Today/CNN/Gallup realizada entre sexta-feira e domingo (20 a 22/05).

A satisfação com os republicanos no Congresso também caiu. Por 47% contra 36%, os pesquisados disseram que o país estaria melhor se os democratas controlassem o Congresso. Este é o melhor resultado para os democratas desde que o Partido Republicano conquistou o controle de ambas as casas do Congresso em 1994.

A pesquisa mostra que os americanos expressaram mais preocupação com o preço da gasolina do que com a disputa em torno da obstrução dos democratas às indicações de Bush ao Judiciário. E consideram os republicanos, que controlam a Casa Branca e o Congresso, responsáveis pela sua apreensão com a economia e o Iraque.

"Se as pessoas não estão contentes com a forma como as coisas estão indo, as pessoas encarregadas levam a culpa", disse Andrew Kohut, diretor do não-partidário Centro Pew de Pesquisa. Uma pesquisa Pew divulgada na quinta-feira apontou tendências semelhantes.

"Nós não nos deixamos afetar por pesquisas semana a semana", disse o secretário de imprensa da Casa Branca, Scott McClellan. Bush "permanecerá concentrado nas grandes prioridades e na continuidade do progresso que estamos obtendo" na criação de empregos e "disseminação da liberdade".

Na amostra de 1.006 adultos, 36% disseram ser democratas, 29% disseram ser republicanos. Incluindo aqueles que tem "inclinação" para um partido, 51% eram democratas, 40% republicanos.

A pesquisa não "pesa" a identidade partidária, que flutua de pesquisa a pesquisa. Tracey Schmitt, uma porta-voz do Comitê Nacional Republicano, disse que os resultados da pesquisa são "dúbios" porque a divisão "não reflete precisamente a composição partidária da América".

O índice geral de aprovação de Bush foi de 46%, uma queda de 4 pontos percentuais desde o início de maio, mas acima do ponto mais baixo de 45% em março. Em questões específicas, 40% aprovaram a forma como ele está lidando com o Iraque e a economia, 33% aprovaram sua posição em relação à Previdência Social.

Apenas na forma como está lidando com o terrorismo Bush recebeu um índice positivo: 55% de aprovação, 40% de desaprovação.

O analista democrata Stan Greenberg disse que Bush está perdendo terreno em "questões grandes, definidoras", incluindo a economia e o Iraque. "Na Previdência Social, ele passou de uma pessoa que oferecia idéias interessantes para o sujeito que quer cortar os benefícios da Previdência."

David Winston, um analista republicano, disse que os preços da gasolina e a violência no Iraque "perturbaram o eleitorado" e afetaram a posição de Bush.

Há bandeiras vermelhas para Bush em dois referenciais da saúde política de um presidente. A proporção dos que disseram que ele tem "as qualidades de personalidade e liderança que um presidente deve ter" atingiu a nova baixa de 52%. Um número recorde de 57% disse discordar dele nas questões que mais lhes interessam.

Quanto ao confronto em torno da obstrução --encerrado por um acordo anunciado na noite da segunda-feira-- os pesquisados defenderam os democratas por 48% contra 40%. Mas eles viam méritos nos argumentos de ambos os lados.

Uma maioria de 53% disse que a obstrução --a capacidade de pelo menos 41 senadores prosseguirem o debate e adiarem a votação-- deve ser preservada. Ainda assim, 69% queriam que o Senado realizasse a votação nominal dos candidatos ao Judiciário.

Mas o interesse na questão não foi particularmente alto. Uma maioria de 57% não estava acompanhando atentamente o noticiário em torno das obstruções; mais de um em três não dava atenção nenhuma. O presidente perde apoio em questões como economia e Iraque George El Khouri Andolfato

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