Depois de 'Friends', Courteney Cox anda ocupada

William Keck
Em Beverly Hills

Courteney Cox está feliz. Depois de suportar uma série de abortos espontâneos, Cox, 41, deu à luz a saudável menina Coco, há pouco mais de um ano. Para comemorar o primeiro aniversário do bebê, em 13 de junho, seu marido há mais de seis anos, David Arquette, que Cox chama de "viciado em compras", encheu o quarto do bebê de brinquedos.

Reuters 
Maternidade e cinema marcam a fase pós-Monica, de "Friends", de Courteney Cox
O crescente vocabulário de Coco já inclui as palavras "flor", "leão" e "umbigo". E hoje de manhã papai levou Coco a sua primeira aula de natação.

A residência é uma casa de praia em Malibu, com os cachorros Harley, Hopper e Ella, a apenas algumas casas de distância da melhor amiga de Cox e sua ex-co-estrela em "Friends", Jennifer Aniston.

Ainda baixando do sucesso do clássico seriado que foi exibido de 1994 a 2004, Cox está fazendo uma transição suave para filmes com vários projetos, incluindo uma comédia de super-herói em 2006, "Zoom", com Tim Allen.

Ela também está desenvolvendo programas de TV com Arquette, 33, e trabalha em uma série dramática para a HBO sobre uma mulher viciada em pílulas e álcool, que será escrita por Nick Cassavetes. E seu novo filme de suspense psicológico, "November", uma produção de baixo custo filmada em Los Angeles durante 15 dias em 2003, estréia nesta sexta-feira (22/07) em Nova York e Los Angeles.

Aconchegada no canto de um sofá em uma suíte do Regent Beverly Wilshire Hotel, Cox admite casualmente sentimentos passageiros de autodestruição: "Todos nós temos esse lado escuro da personalidade, como quando você está na Mulholland Drive e pensa: 'Bem, vou jogar o carro morro abaixo'".

Com essa confissão, Cox revela sua vulnerabilidade a sentimentos do que ela chama de "pequenez", sentimentos compartilhados por seu personagem em "November", a fotógrafa Sophie Jacobs.

Depois que o namorado de Sophie é assassinado em uma loja, sua sanidade é questionada enquanto a vemos com sua mãe (Ann Archer) e a terapeuta (Nora Dunn) explorando sentimentos de dor, culpa e confusão.

Para incorporar o jeito artístico de Sophie, Cox usou óculos, fez um quarto furo na orelha direita e tingiu uma mecha branca no cabelo. Para viver a dor de Sophie, Cox pensou em seu pai, Richard, que morreu de câncer em 2001; em um acidente de carro na infância; e em uma amiga íntima que foi atropelada por um carro.

Cox diz que ela reflete sobre uma imagem perturbadora para evitar levar o próprio carro para o penhasco: "Eu começo a pensar: 'Não quero que David leve outra garota para a casa de praia. Só porque é a nossa casa. Ele é mais jovem que eu, então você sabe... Mas aquele é nosso lugar especial".

Cox diz que a chegada de Coco deu à sua vida maior significado e diminuiu esses sentimentos destrutivos. Mas o bebê não foi de modo algum a cura instantânea para tudo.

"Eu tive uma fase realmente difícil, não logo depois do bebê, mas quando ela fez seis meses", diz Cox sobre sua depressão pós-parto atrasada. "Eu não conseguia dormir. Meu coração disparava. Fiquei realmente deprimida. Fui ao médico e descobri que meus hormônios tinham despencado."

Tomar progesterona ajudou Cox a recuperar uma certa normalidade. Ela também recebeu o apoio de amigas próximas, como Brooke Shields, que também venceu a depressão pós-parto, e Aniston.

As antigas estrelas de "Friends" nunca dependeram tanto uma da outra como nesse último ano de mudanças importantes. Cox descreve Aniston como uma de suas melhores amigas. Mas quando questionada se também era amiga do ex-marido de Aniston, Brad Pitt, se recusa a comentar.

Agora Cox e Arquette estão planejando dar um irmão ou irmã a Coco. "Eu olho para Coco e digo: 'Fui abençoada. Por que estragar tudo? Devo me arriscar? Mas precisamos tentar um menino. Precisamos ter um pequeno Arquette na família." A eterna Monica Geller estréia o sombrio "November" nos cinemas Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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