Religioso nega, depois pede desculpas por pedir que Hugo Chávez seja assassinado

Mark Memmott

O comunicador cristão Pat Robertson pediu desculpas nesta quarta-feira (24/08) por ter dito que o presidente da Venezuela devia ser assassinado.

O "mea culpa" ocorreu depois de Robertson ter inicialmente negado ter pedido o assassinato do presidente Hugo Chávez --uma negação desmentida pela gravação em vídeo de seu programa exibido por várias emissoras de TV.

No meio da tarde, Robertson estava mais contrito. "É correto pedir um assassinato? Não, e peço desculpas por tal declaração", ele disse em um comunicado para a imprensa. "Eu falei movido pela frustração de termos de nos conformar com um homem que acha que os Estados Unidos pretendem matá-lo."

Mas ele disse que "quando nos vemos diante da ameaça de um (ditador comparável a Saddam Hussein) em nosso próprio hemisfério, não seria mais sábio travar uma guerra contra tal pessoa em vez de nos vermos mais à frente presos em uma luta amarga com toda uma nação?"

Robertson deu início à controvérsia na segunda-feira, em seu programa "The 700 Club". Naquele dia, ele notou que Chávez disse que os Estados Unidos querem assassiná-lo. "Se ele pensa que estamos tentando assassiná-lo", disse Robertson, "eu acho que realmente devíamos ir em frente e fazê-lo. É muito mais barato do que começar uma guerra". Ele disse que os Estados Unidos deviam "take him out" (eliminá-lo, removê-lo).

O programa foi gravado pelo grupo liberal de vigilância da mídia Media Matters.

Chávez é um crítico severo dos Estados Unidos. Ele tem estabelecido fortes laços com a Cuba de Fidel Castro, um dos últimos regimes comunistas do mundo. Ele disse que acha que os Estados Unidos têm planejado assassiná-lo, o que é negado pelo governo Bush. Com algumas exceções, é contra a lei americana agentes americanos matarem um chefe de Estado estrangeiro.

Os comentários de Robertson foram chamados de "impróprios" pelo porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack. Os comentários também foram condenados por líderes religiosos, incluindo Bob Edgar, secretário-geral do Conselho Nacional das Igrejas dos Estados Unidos.

Na edição de quarta-feira do "The 700 Club", gravado pela manhã, Robertson disse: "Eu não disse 'assassinato'. Eu disse que nossas forças especiais deveriam, citando, 'take him out', e 'take him out' pode ser várias coisas, incluindo seqüestro. Há várias formas de remover um ditador do poder além de matá-lo. Eu fui mal interpretado (...) mas isto acontece sempre".

A negação provocou uma nova série de notícias na imprensa. O pedido de desculpas de Robertson ocorreu logo após as histórias começarem a aparecer nos serviços de notícias e na Internet.

Nos últimos anos, Robertson tem chamado mais a atenção do público como comentarista político do que como líder religioso. Ele foi um candidato presidencial republicano em 1988 e 1992. Ele fundou a Christian Broadcasting Network em 1960. Para que matar Chávez se podemos simplesmente seqüestrá-lo? George El Khouri Andolfato

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