Presidente atinge novo ponto baixo em pesquisa

Susan Page
Em Washington

A aprovação dos americanos do presidente Bush e sua liderança azedou após a consternação pela resposta do governo ao furacão Katrina, o curso da guerra no Iraque e o futuro da economia.

A avaliação de Bush no trato de cada uma destas questões atingiu o ponto mais baixo de sua presidência em uma pesquisa USA Today/CNN/Gallup, realizada entre sexta-feira e domingo (16 a 18/09).

As avaliações de suas qualidades pessoais também caíram: pela primeira vez, a maioria disse que ele não é um líder forte e resoluto.

O índice geral de aprovação de Bush é de 40%, igual ao ponto mais baixo anterior. Seu índice geral de desaprovação é de 58%, um novo recorde.

"Bush está à beira do precipício", disse Carroll Doherty, do não partidário Centro Pew de Pesquisa. "Ele perdeu terreno entre os eleitores independentes. Ele parece estar começando a perder terreno dentro de seu próprio partido. E ele perdeu os democratas há muito tempo."

Há sinais de atrito entre as duas principais preocupações na agenda de Bush --a guerra no Iraque e a recuperação do Katrina.

Uma maioria de 54% diz que a melhor forma do governo pagar pela ajuda pós-furacão é cortando os gastos na guerra. Apenas 6% apóiam o corte de gastos em programas domésticos, como sugeriu Bush.

Quase dois terços dos pesquisados, 63%, disseram que alguns ou todos os soldados americanos no Iraque devem ser retirados; 59% disseram que a invasão foi um erro, outro recorde.

Os apuros de Bush na pesquisa são especialmente notáveis porque os americanos, por 45% a 27%, aprovaram as propostas apresentadas por ele na terça-feira para lidar com as conseqüências do Katrina.

Mas isto não ajudou a avaliação do próprio Bush; seu índice de aprovação pela forma como lidou com o furacão caiu após o discurso. Uma maioria de 56% disse que ele tem tomado medidas para ajudar as vítimas por motivos políticos, não porque se preocupa com elas.

O índice de aprovação de Bush está mais baixo do que o de qualquer outro presidente pós-Segunda Guerra Mundial a esta altura do segundo mandato, com exceção de Richard Nixon, que já estava enfrentando o escândalo de Watergate.

A erosão ocorreu principalmente entre os eleitores independentes. Por um recorde de 66% contra 31%, eles desaprovam o trabalho de Bush como presidente.

A pesquisa USA Today envolveu 818 adultos, dos quais 30% republicanos, 33% independentes e 36% democratas. O Gallup não corrige os resultados da pesquisa por partido porque tal medida flutua de acordo com a popularidade do presidente.

A margem de erro da pesquisa é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos. Bush só é mais popular que Richard Nixon, do escândalo Watergate George El Khouri Andolfato

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