Traficantes de tecidos humanos esquartejam cadáveres nos EUA

Stephanie Armour

Quando Eileen Currier morreu de câncer de pulmão, aos 72 anos, os seus filhos determinaram que as cinzas da mulher irlandesa pequena e de voz suave fossem espalhadas em San Diego.

Mas em 2002, eles disseram ter descoberto que os restos cremados não pertenciam a sua mãe. Em vez disso, segundo foram informados, o inescrupuloso dono de um crematório retalhou secretamente o corpo da mulher - assim como os de vários outros cadáveres que haviam morrido recentemente - e forneceu joelhos, cotovelos, cabeças e outras partes anatômicas para organizações de pesquisa em troca de centenas de milhares de dólares.

"Eu não sei o que foi aquilo que espalhamos ao vento achando que eram as suas cinzas. Nunca saberemos o que aconteceu com ela", lamenta Glynnis Hirsch, de El Cajon, na Califórnia. Ela e o irmão moveram uma ação contra o crematório no ano passado e dividiram uma indenização de US$ 1,6 milhão. A sentença está agora sendo contestada por meio de recurso judicial. Os restos mortais da mãe deles não foram identificados. "O problema é que tudo diz respeito exclusivamente ao dinheiro. Eles estão ganhando dinheiro roubando os nossos entes queridos".

Uma investigação feita pelo "USA TODAY" revelou que o tráfico de pedaços de corpo humano retirados ilegalmente dos mortos é um negócio lucrativo e clandestino, movido pela crescente demanda por ossos e tecidos.

Nos últimos 19 anos, mais de 16,8 mil famílias moveram ações judiciais, alegando que partes dos corpos de entes queridos foram roubadas para serem vendidas. E, nesse período, os lucros obtidos com a venda de milhares de partes de corpos supostamente roubadas chegaram a mais de US$ 6 milhões (uma cifra baseada nas estimativas de investigadores federais e locais, nas ações judiciais e em organizações como universidades de medicina), segundo a análise do "USA TODAY".

Até recentemente, funcionários de casas funerárias, operadores de fornos crematórios e outros indivíduos com acesso a cadáveres retalhavam corpos secretamente, retirando partes - com exceção dos órgãos - como joelhos, colunas vertebrais, ossos e pele sem o conhecimento ou o consentimento dos parentes. Tais casos continuam ocorrendo devido à escassez de regulamentação federal ou estadual sobre o uso de tecidos humanos para pesquisa e porque certas ambigüidades legais permitem que os fornecedores lucrem com a venda de pedaços de corpos.

"Se a presente situação continuar desregulamentada, esta situação se tornará catastrófica", alertou Todd Olson, professor da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova York. "Não há fiscalização. Quando mais tempo este setor permanecer desregulamentado, maior será o número de histórias deste tipo a virem a tona, fazendo com que a população perca a confiança".

Em contraste com tal situação, a distribuição de órgãos destinados a transplantes é facilitada pela Rede Unida de Distribuição de Órgãos, que fiscaliza a Rede de Aquisição e Transplante de Órgãos, criada pelo Congresso segundo a Lei Nacional de Transplante de Órgãos de 1984. A lei prevê que a rede seja operada por uma organização privada, sem fins lucrativos, segundo um contrato federal.

Quando ocorre a doação de órgãos como corações e rins, os doadores precisam ser mantidos sob respiração artificial até que os órgãos sejam requisitados. Os órgãos são removidos em um hospital por cirurgiões, e cada um deles é catalogado.

Já a regulamentação referente a outras partes do corpo humano utilizadas para fins de pesquisa e educação é bem menos rígida. Organizações como bancos de tecido não possuem registro junto à Administração de Alimentos e Remédios (FDA, na sigla em inglês) ou qualquer agência federal do governo, embora os bancos que forneçam tecidos para transplante sejam registrados e estejam sujeitos à inspeção.

Um negócio lucrativo

Embora a lei federal proíba a maioria das vendas de partes de corpos, é legalmente permitia a cobrança de taxas pelo manuseio, busca, armazenamento e processamento de tecidos humanos. Assim, um corpo inteiro, retalhado e vendido aos compradores que pagarem mais, pode render de US$ 5.000 até milhares de dólares referentes às chamadas taxas de processamento - o que cria um poderoso incentivo para as vendas ilegais.

Os modernos ladrões de corpos fornecem ossos, tendões e partes de corpos, com a exceção de órgãos transplantáveis, aos bancos de tecidos, instituições de pesquisa e outros compradores. Eles recebem US$ 600 por um cérebro, até US$ 850 por um cotovelo, e US$ 850 por uma mão, segundo uma análise de preços de mercado de partes de corpos frescos ou congelados usadas para pesquisa e educação. A análise foi feita por Annie Cheney, autora de "Body Brokers: Inside America's Underground Trade in Human Remains" (algo como, "Corretores de Corpos: Por Dentro da Comercialização Americana Clandestina de Restos Humanos").

A demanda por tecidos está crescendo. Mais de 1.767 metros quadrados de pele para transplante foram distribuídos por bancos de tecidos credenciados em 2003, segundo a Associação Americana de Bancos de Tecidos (AATB, na sigla em inglês), contra 716 metros quadrados distribuídos em 1999. Cerca de 3.300 válvulas cardíacas foram distribuídas em 2003, contra 1.300 em 1999. Tumores e tecidos que sobram de intervenções cirúrgicas, e que outrora eram incinerados como lixo, podem agora ser submetidos à análise de DNA para ajudar os médicos a entenderem as doenças.

Corpos e tecidos também podem ser muito úteis para a educação. Corpos frescos, que tem uma aparência bem mais realista do que a pele embalsamada e "borrachenta", são usados para ensinar os médicos a realizar laparoscopias, que envolvem pequenas incisões para a inserção de câmeras e outros instrumentos durante as cirurgias. E torsos podem ser usados por anestesistas que aprendem como inserir agulhas para a aplicação de analgésicos.

Os bancos de tecidos e outras instituições que "compram" materiais como pele e ossos desses corretores de corpos muitas vezes não sabem que as partes são roubadas. Eles a seguir fornecem esses tecidos obtidos indevidamente para pesquisas - ou, em um caso agora sob investigação, para implantes em pacientes vivos.

Mas esse é um negócio arriscado: partes roubadas de corpos que são implantados em seres humanos têm o potencial de expor os receptores ao HIV, à hepatite e à sífilis, segundo a FDA, embora o risco de um receptor contrair tais doenças seja reduzido.

Rede de partes de corpos no Brooklyn

Na maioria dos casos, funerárias, escolas de medicina e hospitais atendem aos desejos das famílias e tratam os mortos com respeito. Quando ocorre uma doação de órgãos, o procedimento de retirada é geralmente feito em ambiente hospitalar por cirurgiões.

Mas a retirada ilegal de pele, unhas, tendões e outras partes do corpo humano, com a exceção de órgãos, está ocorrendo em parte devido a uma demanda sem precedentes. As pesquisas estão encontrando mais usos para tecidos de cadáveres: a pele é utilizada em enxertos, os ossos são remodelados como argila e inseridos em pacientes durante cirurgias, as unhas podem ser úteis para testes cosméticos, e torsos e cabeças podem ser utilizados para que os médicos aprendam novas técnicas cirúrgicas.

As partes dos corpos humanos são valiosas o suficiente para fazer com que haja roubos. Neste ano, o senador Charles Schumer, democrata pelo Estado de Nova York, pediu maior fiscalização das regulamentações depois que um caso ocorrido no Brooklyn veio à tona. Quatro homens foram indiciados em fevereiro ao serem acusados de participação em uma rede especializada no tráfico de partes de corpos humanos que roubava o material de corpos em casas funerárias em Nova York e adjacências, e fornecia tecidos que eram implantados em pacientes, segundo o inquérito judicial e o relato do gabinete do juiz do distrito do Brooklyn.

Naquele caso, um ex-dentista e os seus comparsas foram acusados de roubar partes de corpos humanos que eram fornecidas a eles por funerárias. Essas partes eram a seguir repassadas a companhias biomédicas, que, sem saber da origem do material, as remetiam a hospitais, nos quais elas eram implantadas em pacientes.

Segundo o inquérito, o ex-dentista Michael Mastromarino, diretor da companhia Biomedical Tissue Services, em Fort Lee, no Estado de Nova Jersey, pedia a funerárias da região que lhe fornecessem ilegalmente partes de corpos, como tendões, pele e ossos.

O inquérito não descreve quantos corpos se acredita terem sido roubados, mas os promotores disseram em uma entrevista coletiva à imprensa que podem ter sido mais de mil.

Todos os quatro acusados, incluindo Mastromarino, alegaram ser inocentes. "Ele é completamente inocente", garante o seu advogado, Mario Gallucci, de Nova York.

Segundo o gabinete do juiz do distrito, a fim de ocultar os roubos das famílias, os acusados substituíam ossos por canos de PVC e costuravam os corpos antes dos funerais.

Familiares dos mortos, como Wendy Kogut, de Nova York, dizem ter ficado chocados ao descobrirem que pedaços dos corpos dos seus entes queridos foram roubados. Kogut determinou que a sua irmã, Danette, fosse cremada depois que ela morreu de câncer no ovário em 2003, e a seguir jogou as suas cinzas no mar. Dois anos depois, um detetive ligou para ela e disse que ossos da pélvis de Danette foram retirados sem permissão.

Ainda não foi estabelecida uma data para o julgamento da ação movida pela família por danos emocionais.

"Isso é horrível", afirma Kogut. "Danette era muito forte, muito reservada, muito amorosa, uma pessoa que cuidava dos outros. Ela não queria que a sua morte afetasse ninguém de uma forma negativa. É preciso que haja maior regulamentação".

Alistair Cooke foi uma das vítimas

Os familiares podem não saber jamais que os corpos dos seus entes queridos foram retalhados por dinheiro. É possível que vejam o caixão aberto antes do sepultamento sem perceberem que faltam pedaços do corpo, ou podem receber apenas alguns restos cremados. É difícil testar cinzas para determinar se elas pertencem realmente a um membro da família, já que a cremação torna inúteis os exames de DNA, a menos que os restos contenham fragmentos ósseos.

Susan Cooke Kittredge diz que o seu pai foi uma das vítimas dos ladrões de corpos. Ele foi o lendário locutor anglo-americano Alistair Cooke, conhecido como a voz do programa "Masterpiece Theatre" da rede de televisão PBS.

Em uma noite da primavera de 2004, em Nova York, o famoso jornalista jazia na cama, com o corpo de 95 anos devastado por um câncer de pulmão que se disseminara pelos ossos. Cooke pediu para ser cremado, de forma que, quando morreu, na meia-noite de 30 de março de 2004, a sua filha contratou uma funerária para levar o corpo.

Mas pouco antes do Natal do ano passado, o escritório do juiz do distrito do Brooklyn informou a Kittredge que ossos do corpo do seu pai foram roubados. Ela diz que os ossos podem ter ido parar em um banco de tecidos, para serem a seguir utilizados em implantes.

"Foi como se um dedo gelado emergisse da sepultura", conta Kittredge, 57, de Middlesex, Estado de Vermont. "Os corpos são importantes. Nós amávamos os corpos dos nossos entes queridos. Fico surpresa em constatar como isto me afetou, já que sou pastora de igreja e estou habituada a ver cadáveres. Não consigo esquecer este episódio".

Uma preocupação no caso do Brooklyn é quanto à possibilidade de os pacientes que receberam tecidos supostamente roubados virem a desenvolver a mesma doença que matou ou tornou enfermos os seus doadores. Os bancos de tecidos que recebem o material garantem que o esterilizam, tornando-o seguro para os implantes. Amostras de sangue acompanham os tecidos, e são testadas para garantir que o material está isento de doenças, afirma a AATB.

No entanto, a FDA relatou que, em certos casos, as amostras de sangue enviadas pela Biomedical não eram provenientes do mesmo doador dos tecidos. A agência alertou: "O risco real de infecção é desconhecido".

Riscos de saúde desconhecidos

Muitos pacientes que receberam produtos da Biomedical querem saber agora se as suas saúdes estão em risco. Heather Augustin, de Mays Landing, no Estado de Nova Jersey, teme que o osso que foi implantado no seu corpo possa um dia deixá-la doente.

Em 2005, quando os problemas na coluna e no pescoço se tornaram tão graves a ponto de impedi-la de dormir, Augustin procurou um médico. A
assistente-administrativa de 42 anos descobriu que tinha dois discos
rompidos na coluna, e que isso fazia com que um nervo sofresse compressão. "Eu sentia dores constantes", conta Augustin.

Assim, quando o médico removeu os discos danificados na sua coluna e os
substitui por material doado de um banco de ossos, ela sentiu um alívio
imediato. Mas em novembro de 2005, o seu médico lhe informou que os ossos implantados na sua coluna haviam sido retirados ilegalmente de cadáveres por indivíduos investigados no caso do Brooklyn. Ainda que até o momento os exames a que Augustin se submeteu tenham apresentado resultados negativos para doenças infecciosas, ela está preocupada.

"Penso nisso a todo o momento", conta Augustin. "É como o filme 'Coma' ou 'Invasores de Corpos'. Isso está dentro de mim".

Embora a FDA tenha recomendado que os médicos que implantaram tecidos
provenientes da Biomedical informem aos seus pacientes que o tecido pode ser suspeito, eles não são obrigados por lei a deixar que os pacientes tomem conhecimento do fato.

Alguns hospitais que notificaram os pacientes sobre a origem do tecido
também dizem que qualquer risco de saúde é mínimo. Terry Lynam, porta-voz do Sistema de Saúde Judaico North Shore-Long Island, em Nova York, que notificou dezenas de pacientes que receberam esses tecidos, diz: "Achamos que os pacientes têm o direito de saber, mas isso criou neles uma indesejada sensação de medo".

Houve casos não relacionados à investigação da Biomedical nos quais os
pacientes adoeceram ou morreram após receberem tecidos comprometidos.

Sete pessoas foram infectadas com o HIV devido ao transplante de órgãos e tecidos provenientes de um único doador, segundo um depoimento feito por Jesse Goodman, diretor do Centro de Avaliação e Pesquisa Biológicas da FDA, em 2003, perante o Comitê do Senado para Questões Governamentais.

Em 2002, apesar dos exames realizados nos doadores, foram confirmados os casos de três receptores de órgãos e de seis receptores de tecidos que foram infectados com a hepatite C por um único doador de tecidos.

Exigência de mais regulamentação

A lei de Schumer, aprovada em abril, proibirá que as funerárias enviem
partes de corpos para bancos de tecidos sem o consentimento da família,
exigirá que a FDA realize inspeções de surpresa nas organizações que
fornecem tecidos para transplante e tornará também obrigatório que a agência realize auditorias para verificar informações contidas nos formulários de consentimento de doação.

Aqueles que ignorarem as novas diretrizes sobre os formulários de
consentimento poderão pagar uma multa de US$ 5.000. Caso o consentimento seja obtido de maneira fraudulenta, os infratores sem antecedentes receberão uma multa de até US$ 10 mil, e/ou a pena até seis meses de prisão.

Bob Rigney, diretor-executivo da AATB, com sede em McLean, no Estado de
Virgínia, que credencia os bancos que fornecem tecidos para transplantes, diz que as regulamentações já são rígidas, e que uma maior fiscalização pode não ser a resposta para o problema.

"Existe muita desinformação e sensacionalismo obtidos fora de contexto.
Dizem que contamos com regulamentações brandas, ou até que não temos
regulamentações, e achamos que isso é falso", disse ele. Ele argumenta que os críticos se concentram demasiadamente no lado financeiro da questão.

"Todo mundo necessita de lucro para manter-se no negócio. Se o problema for o lucro, então é necessário investigar todos os envolvidos neste processo. E quanto aos hospitais nos quais são realizados transplantes? E os médicos que fazem os transplantes? Se a questão é o lucro, então não se deve prestar atenção apenas nos bancos de tecidos".

Rigney diz ainda que as inspeções são inadequadas. A FDA realizou 285
inspeções em 2004 e 270 em 2005. Existem 2.089 bancos de tecidos que são fiscalizados pela FDA.

Rigney diz ainda que a maior parte dos transplantes de tecidos é
bem-sucedida e capaz de beneficiar as vidas dos receptores. Ossos de
cadáveres podem ajudar pacientes como Karen Garber, 45, uma personal trainer de Castle Rock, no Estado do Colorado, que em março de 2005 recebeu um implante de um doador morto para curar uma doença óssea no seu joelho. Sem o implante, ela teria que desistir da sua carreira.

Potencial para lucros

Mas os roubos continuam ocorrendo, especialmente em se tratando de tecidos retirados de corpos para serem remetidos a escolas de medicina. Michael Brown, de Murrieta, na Califórnia, era dono de um crematório em Lake Elsinore, bem como de uma funerária e de uma empresa de biotecnologia que aceitava corpos doados para fins científicos, e depois os vendia a companhias de pesquisa médica e universidades. Ele cremava corpos oriundos de funerárias locais, e também cadáveres de indigentes.

Mas, segundo Vicki Hightower, juíza do condado de Riverside, corpos que
deveriam ser cremados foram, em vez disso, esquartejados com serras manuais e bisturis nas mesas de embalsamamento.

Entre fevereiro de 2000 e março de 2001, Brown removeu partes do corpo como cotovelos, mãos, pés e cabeças, que foram embrulhadas em sacos plásticos, rotuladas com números de identificação e armazenadas em freezers. A miscelânea de pedaços de corpos era a seguir vendida e despachada para ser utilizada por diversas organizações de pesquisas. Nenhuma das partes foi transplantada. Segundo Hightower, corpos inteiros eram vendidos por US$ 300 ou US$ 400, mas os cadáveres valiam muito mais após serem esquartejados.Após o esquartejamento dos corpos, os restos de vários deles eram cremados simultaneamente. A seguir, os resíduos cremados de vários corpos eram entregues às famílias. As cinzas de um homem adulto pesam cerca de 3,2 quilogramas, portanto Brown se certificava de que as famílias recebessem o peso exato.

Quando alguém necessitava de um pedaço de corpo, Brown subia as escadas, tirava a peça do freezer e a despachava, segundo Hightower e advogados que representam os familiares nas ações judiciais. Segundo as regulamentações atuais, os compradores não necessitam de formulários de consentimento relativos às partes de corpos que recebem - algo que, segundo Hightower, denota uma falta de fiscalização que permite que ocorram abusos.

"Isso possibilita que as pessoas que compram os pedaços de corpos permaneçam deliberadamente ignorantes em relação ao problema", acusa ela.

Um dia um ex-funcionário denunciou Brown às autoridades. Quando os detetives chegaram ao crematório em 2001, encontraram mais de seis freezers de 2,5 metros de comprimento por 1,5 metro de altura repletos de colunas vertebrais, joelhos e torsos. Havia dois corpos congelados, contorcidos e rígidos, que ainda seriam esquartejados, e outros torsos estavam expostos na sala aberta sendo lentamente descongelados em paletes de madeira. Os investigadores também encontraram diversas cabeças humanas.

As autoridades encontraram pedaços de cerca de 300 corpos, sendo que somente 80 puderam ser identificados. Segundo Hightower, nenhum deles fazia parte de um programa de doação voluntária. Em 2003, Brown confessou ser o culpado pela mutilação dos cadáveres, e foi condenado a 20 anos de prisão. Segundo os promotores, ele ganhou mais de US$ 400 mil com o negócio.

Os restos não identificados dos corpos esquartejados acabaram sendo cremados e enterrados em conjunto pelas autoridades locais em caixões minúsculos. Danilo Fonseca

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