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Steve Outing > Parem as máquinas

18/06/2001 13h02

Jornais e sindicatos vão comercializar informativos eletrônicos

Conforme eu disse um uma coluna anterior, a Internet é um meio difícil para se vender conteúdo, já que existe muita competição. Se milhares e milhares de web sites começarem a cobrar por seus serviços, será muito difícil que algum deles consiga um lucro significativo. Do que se precisa é de uma maneira de empacotar o conteúdo para se criar um produto de valor que faça com que os internautas se disponham a abrir as suas carteiras.

O braço da Internet do Universal Press Syndicate está se preparando para realizar uma experiência que vai criar jornais eletrônicos em parceria com jornais de web sites -permitindo que os novos sites cobrem pelo privilégio.

A Uclick dentro de poucas semanas deve demonstrar esse conceito, que combina o seu conteúdo com a informação original dos novos parceiros locais.

A escolha dos consumidores
Aqui está como esse modelo vai se parecer aos olhos dos consumidores online: O usuário de um jornal da Internet se inscreve para receber um jornal eletrônico regular -pagando pelo serviço. Durante o processo de assinatura ele recebe uma lista dos conteúdos que serão incluídos no pacote que receberá diariamente.

Por exemplo, um assinante pode optar por receber diariamente: manchetes locais, horóscopos diários para Capricórnio, artigos sobre os New York Yankees, previsão meteorológica para a sua cidade, "Dear Abby", quadrinhos diários de Pat Oliphant e de Tony Auth, tiras favoritas, tais como "Doonesbury", "Foxtrot" e "Cats with Hands", o "Universal Music Crossword" e a coluna "News of the Weird".

Os detalhes ainda não foram acertados, mas a mensagem que provavelmente será recebida pelo consumidor deverá agregar todas as suas escolhas, com links para o conteúdo original.

Pode-se reconhecer isso como sendo uma entrega digital diária de um jornal local -só que personalizada, sem nenhuma daquelas coisas que o consumidor específico não lê.

O problema é...
A Uclick vê o seu futuro serviço de entrega por e-mail como sendo uma forma de auxiliar os seus clientes publicitários, bem como os seus criadores de conteúdo. "A Uclick tem um grande negócio", diz Chris Pizey, "mas o problema é que todos os nossos clientes têm um fluxo de caixa negativo. Isso é algo de assustador para uma empresa como a nossa, que lida exclusivamente com a venda de conteúdo online".

Portanto, a companhia quer auxiliar os seus clientes, e a si própria. A solução é agir como uma ASP (application service provider) para web sites, fornecendo a infraestrutura tecnológica e os mecanismos de operação para entregarem o pacote de conteúdos informativos em uma forma adaptada às necessidades do usuário, vendendo os pacotes para os publicitários para serem incluídos nos serviços de e-mail.

"O que estamos dizendo é que temos um grande conteúdo; vamos ver como vamos empacotá-lo e vendê-lo", diz Pizey.

A Uclick não é nova no negócio de entregar notícia por e-mail. O seu serviço uComics.com entrega 700 mil tiras de humor por dia, diretamente para os consumidores, gratuitamente. E Pizey acredita que a Uclick tem a experiência tecnológica para fornecer o serviço sem ter que recorrer a parceiros para a entrega dos e-mails.

O que a Uclick não possui é um sistema de avaliação das transações online, de forma que a companhia contratou a Clickshare, um serviço de transações online que funciona na base do "pay-per-click", especializado em trabalhar com a indústria de informação. O sistema da Clickshare para arrecadar dinheiro online e rastrear as transações funcionará por todos os sites que participam do seu programa de entrega de informações.

Quando um usuário online assina os serviços de jornal eletrônico, ele recebe uma conta Clickshare naquele momento. E o mesmo conjunto log-in/password funcionará em outros sites que participam dos programas Uclick e Clickshare. O presidente da Clickshare, Nell Fields, enfatiza que o nome da sua companhia não é ostensivo no processo, e que o jornal ou web site que fornece o serviço é que possui a relação imediata com o usuário.

O Clickshare é uma escolha interessante. A companhia está no mercado desde meados dos anos 90 e, até recentemente, não havia causado muita agitação no mercado.

A Clickshare também está trabalhando com a Uclick em um componente comercial para algumas das tiras de humor e na coluna "Dear Abby".

Vai funcionar?
Será que os consumidores pagarão por um serviço de informações empacotadas e enviadas via internet, como esse? Obviamente ainda não temos uma resposta para essa pergunta. Mas como Pizey diz, "O ponto essencial é que, o conteúdo está sendo fornecido gratuitamente na Web - e isso não funciona". Como uma indústria, a mídia online deve começar a cobrar pelo seu conteúdo. "Ou os consumidores começam a pagar, ou algum desse conteúdo tende a desaparecer".

Creio que a chave para um serviço como o da Uclick é que há bastante conteúdo, e que isso é suficientemente importante e exclusivo para fazer com que as pessoas paguem. O que não é suficiente para que se cobre é um serviço diário de e-mail que ofereça o conteúdo de uma única publicação ou web site.

Alguns sites de jornais já oferecem informativos gratuitamente. O Denver Post Online, por exemplo, oferece uma variedade de jornais gratuitos usando o serviço de e-mail Publish Mail. O Publish Mail também trabalha como Boston Herald, o InsideBayArea.com, o InYork.com e o TownOnline.com.

Será que o Post e outros site de jornais poderiam também cobrar por esse tipo de serviço? O presidente do PublishMail, James Tailer, diz que o desafio é descobrir qual o tipo de conteúdo que faria com que o usuário se dispusesse a pagar.

Para criarmos os jornais por e-mail baseados em assinaturas pagas, precisaremos de conteúdo original (que não seja encontrado em nenhum outro lugar) e pacotes de informações de várias fontes.

Fields, da Clickshare, afirma que o serviço de e-mail da Uclick planeja criar um sistema onde o conteúdo de várias fontes noticiosas e publicações seria mesclado.

Segundo Fields, a Clickshare poderia comprar o conteúdo dos sites membros da rede e vendê-los integrados para o editor com quem o usuário se relaciona primariamente. O editor venderia então um serviço de jornal eletrônico. O dinheiro seria coletado do consumidor pela Clickshare, que o distribui para as partes envolvidas.

Creio que com esse modelo conseguiremos algum resultado. Um serviço que ofereça a conveniência de coletar e distribuir ao consumidor um conteúdo nobre de uma variedade de fontes. Isso é algo pelo qual os consumidores online podem realmente pagar. Pelo menos, é o que esperamos.


Tradução: Danilo Fonseca





 

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