A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, chegou ao Uruguai para a reunião de Cúpula do Mercosul que começa hoje, aumentando as chances do anúncio do fechamento do acordo comercial entre os dois blocos, após cerca de 25 anos de negociações. "Pousamos na América Latina. A linha de chegada do acordo UE-Mercosul está à vista. Vamos trabalhar, vamos atravessá-la. Temos a oportunidade de criar um mercado de 700 milhões de pessoas", anunciou Von der Leyen na rede social X. Até ontem à tarde, a viagem dela ainda não estava confirmada. Diplomatas ouvidos pelo colunista Jamil Chade, do UOL, afirmaram que Von der Leyen havia avisado que apenas embarcaria se a chance de um entendimento fosse praticamente certa. Saiba mais. Primeiro-ministro francês derrubadoA Assembleia Nacional francesa destituiu o primeiro-ministro, Michel Barnier, nessa quarta-feira, após apenas 90 dias de sua nomeação. A votação uniu esquerda e direita. Depois da decisão, políticos de vários partidos pediram a renúncia do presidente Emmanuel Macron, que qualificou a demanda de "ficção política". Ele também anunciou que fará um pronunciamento à nação nesta noite. Barnier foi nomeado por Macron em setembro, apesar de seu partido ter ficado em terceiro lugar nas eleições legislativas, e governava graças ao apoio condicional do partido de direita Reagrupamento Nacional, de Marine Le Pen. A moção de desconfiança foi proposta após Bernier impor o Orçamento de 2025, com alta de impostos e corte de gastos sociais, sem passar por votação no Parlamento. Ele continua no cargo provisoriamente até a nomeação de um sucessor. 'Genocídio em Gaza'A Anistia Internacional acusou o governo de Israel de "genocídio" contra os palestinos no ataque à Faixa de Gaza. A acusação da principal entidade internacional não governamental de defesa dos direitos humanos foi publicada nesta quinta. A conclusão foi baseada, segundo a Anistia, em "declarações de caráter genocida e desumanizante do governo israelense", assim como em imagens de satélite e em investigações no local. "Israel tem tratado os palestinos de Gaza como um grupo sub-humano, indigno de respeito pelos direitos humanos e pela dignidade, demonstrando sua intenção de destruí-los fisicamente", afirmou a secretária-geral da Anistia, Agnès Callamard. O Ministério das Relações Exteriores de Israel respondeu, dizendo que "a organização deplorável e fanática Anistia Internacional mais uma vez elaborou um relatório inventado que é totalmente falso e baseado em mentiras". A ofensiva contra Gaza já deixou mais de 44 mil palestinos mortos, cerca de 2% da população do território. Ela teve início há 14 meses, após o massacre de 1.208 pessoas e sequestro de 251 em Israel durante um ataque do grupo palestino Hamas. Rebeldes cercam cidade estratégica na SíriaOs rebeldes sírios liderados pelo grupo Hayat Tahrir al Sham (HTS) conseguiram cercar quase completamente a cidade de Hama, apesar da resistência do Exército, que conta com o apoio das aeronáuticas síria e russa. Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), a cidade está cercada por três lados. Hama é uma cidade estratégica no caminho entre Aleppo, tomada pelos rebeldes no fim de semana, e a capital, Damasco, que fica a quase 200 km ao sul. Os confrontos que tiveram início na quarta da semana passada são os primeiros desta magnitude desde 2020 na Síria e já deixaram mais de 700 mortos, incluindo 110 civis. Crise na CoreiaO líder da bancada do governista Partido do Poder Popular da Coreia do Sul, Choo Kyung-ho, disse que vai trabalhar contra o impeachment do presidente, Yoon Suk Yeol. "Todos os 108 deputados do Partido do Poder Popular permanecerão unidos para rejeitar a destituição do presidente." Segundo Choo, isso não significa, porém, defesa "da lei inconstitucional de lei marcial", que Yoon Suk Yeol tentou sem sucesso impor ao país anteontem. O partido também pediu a desfiliação do presidente. A votação do impeachment está marcada para sábado. A aprovação exige 200 dos 300 votos do Parlamento. Yoon também é alvo de uma investigação policial após ser denunciado pela oposição de insurreição, um crime que não é coberto pela imunidade presidencial e que pode ser punido com prisão perpétua ou pena de morte.  | Manifestantes fazem vigília pelo impeachment do presidente Yoon Suk Yeol em frente à Assembleia Nacional em Seul | Imagem: Jung Yeon-je/AFP |
Assassinato em ManhattanO CEO de uma das maiores seguradoras de saúde dos EUA foi morto a tiros em frente ao Midtown Hilton Hotel em Nova York, onde faria uma apresentação durante uma conferência de investidores. Imagens de uma câmera de segurança mostram o assassino encapuzado caminhando atrás de Brian Thompson, de 50 anos, e disparando contra as costas e a perna do executivo da UnitedHealthcare, antes de fugir a pé. A polícia classificou a ação como um "ataque ousado e premeditado". A esposa de Thompson disse à rede NBC News que seu marido tinha recebido ameaças recentemente. O hotel fica em uma área central muito movimentada de Manhattan e popular com turistas, próxima ao Rockefeller Center. PUBLICIDADE |  | |