A prisão da advogada e influenciadora Deolane Bezerra, no início de setembro, não arranhou sua imagem. Ao contrário: provocou a comoção dos fãs, que se aglomeraram em frente ao presídio no Recife (PE) onde ela ficou detida e iniciaram campanhas pela sua libertação. Deolane é suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais. Ao ser presa, disse à polícia faturar R$ 1,5 milhão por mês, ter 12 mansões e pelo menos três carros de luxo: um Lamborghini, um Range Rover e um Rolls-Royce. Entre aquele 4 de setembro em que foi detida até a sexta-feira 5 de outubro, já solta graças a um habeas corpus, Deolane ganhou quase 1,6 milhão de seguidores no Instagram - hoje são 22,2 milhões, mais que nomes como Bianca Andrade e Gessica Kayane, a GKay. Nas duas últimas semanas, as buscas por seu nome e o de sua mãe, também presa na operação, chegaram a aumentar 800% conforme novas notícias sobre o caso eram veiculadas. "Ela entrega a novela da vida real na nossa mão", afirma Rafaella Loto, sócia da YouPix, uma das maiores consultorias de negócios para criadores de conteúdo do Brasil. A tristeza pela perda trágica de um grande amor e aparições com toques melodramáticos alavancaram a influenciadora. Ela chegou a lançar uma música em homenagem a Kevin, "Meu Menino", e a cantá-la no SBT. Ela soube aproveitar a fama e se consolidou como uma "superinfluenciadora", afirma Paulo Yanaguizawa, gerente de mídia social da Monks Brasil. Ana Paula Passarelli, cofundadora da agência de influência digital Brunch, afirma que o sucesso de Deolane também vem do desejo do brasileiro de acompanhar um tipo de "entretenimento do caos". LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NO UOL PRIME ASSISTA À REPORTAGEM EM VÍDEO PUBLICIDADE |  | |