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14/07/2008 - 16h48

SBT prepara "TV Fama" cover; Band tira pastor do horário nobre

Ricardo Feltrin
colunista do UOL
O SBT gravou na semana passada o piloto de um programa que pode se transformar na "revista eletrônica" da emissora. Apresentado por Luiz Bacci (ex-"Fantasia" ex-"Aqui Agora"), a atração é uma mistura (estranha) de "Fantástico" com "TV Fama" e "Video Show".



O primeiro piloto não agradou muito. Ficou parecido com uma "colcha de retalhos" televisiva. Há uma mistura de reportagens já exibidas no SBT, entrevista com famosos, reapresentação de imagens antigas da casa etc.

Ninguém sabe se e quando Silvio Santos vai colocar a atração no ar. Sabe-se que ele precisa de algo que alavanque a audiência por volta das 18h. A média do SBT nessa faixa de horário tem caído nos últimos quatro anos. Em qualquer emissora, a atração das 18h é fundamental para elevar o ibope no horário nobre, é a pedra fundamental da audiência.

Band vai tirar R.R.Soares do horário nobre

Reunião da cúpula artística da Band na semana passada acena para mudanças profundas na grade de programação da casa, especialmente no horário nobre.

Assim como a Record e SBT, a Band também decidiu investir e tentar elevar a qualidade da programação nessa faixa horária. A primeira medida deverá ser a retirada do programa religioso do missionário R.R. Soares do horário nobre.

É consenso que, embora a emissora tenha muito lucro com a venda de horário para a igreja de Soares (vide a fórmula da Record-Universal), sua presença bem às 21h é ruim para a imagem da Band, prejudica a sua imagem editorial.

O fato é que a Band tem um jornalismo de qualidade, vem investindo de forma constante e racional em dramaturgia (ainda sem grande repercussão), acaba de lançar um programa de razoável sucesso comercial e de ibope, o "CQC", e o programa de Soares se tornou um fardo nesse conjunto.

Cobranças deixam clima tenso em toda a Record

Pelo menos cinco profissionais que trocaram Globo e SBT pela Record, nos últimos dois anos, já entraram em contato com suas antigas casas. Qual filhos pródigos, hoje se arrependeram de ter trocado de casa. Querem voltar ao antigo lar.

São dois jornalistas, dois atores e um profissional da área técnica. Todos se dizem estafados com as "cobranças" da cúpula da Record. Ooops! conversou este final de semana com três desses profissionais. Todos disseram que o problema é o mesmo: pressão exagerada. Segue abaixo um breve relato de algumas queixas:

Se, por exemplo, um programa dá 12 pontos de média, e a produção festeja, rapidamente vem uma ducha de água fria do topo da emissora. Tipo, "chega de comemorar, queremos agora 14 pontos".

Outra queixa que vem ganhando os corredores da casa é o fato de os programas da Igreja Universal, entre eles o "Fala que eu Te Escuto", estarem usando cada vez mais imagens e reportagens produzidas no Departamento de Jornalismo da Record --e sem pagar nada por isso. Alguns repórteres sentem que estão sendo prejudicados com isso.

No caso dos atores, a queixa é a enorme pressão para que emendem um trabalho no outro, reduzindo ou tirando qualquer possibilidade de o profissional ganhar dinheiro em eventos, festas, teatro, shows ou mesmo comerciais.

Além disso, se queixam de que a emissora exagera nos pedidos para participação em outros programas da casa.

Por meio de sua assessoria de Comunicação, o Departamento Jurídico da Record informa que os direitos de todo o material produzido pela equipe de Jornalismo pertence à empresa Record, e não aos funcionários. Informa ainda que o programa "Fala que Eu Te Escuto", embora produzido por uma equipe da Igreja Universal, também pertence à grade de programação da Record e que pode exibir qualquer reportagem.

Quem é legal: "Profissão Repórter", com Caco Barcellos

Ao lado do "Programa do Jô", o "Profissão Repórter", comandado por Caco Barcellos, é o que há de melhor na TV aberta brasileira. Merece exatamente o nome de "atração". E isso mesmo com o fato de alguns repórteres da equipe não se darem lá muito bem diante da câmera. Mas o que vale é o conteúdo e o formato. O programa tem um nível impressionante. O especial sobre o mundo da pornografia nacional, por exemplo, foi simplesmente espetacular. Dona Luciana Gimenez, que gosta tanto do assunto, deveria assistir várias vezes. Para aprender.

Quem irrita: Manoel Carlos e Caio Blat

Um diz que tem ator que só fala besteira. O outro veste a carapuça e encabeça um libelo contra o "um". Na nossa opinião, os dois estão falando bobagem.

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