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06/07/2009 - 14h17

Novelas recuperam ibope da Globo; Record cai

Ricardo Feltrin
Colunista do UOL
A nova safra de novelas da Globo recolocou a emissora no patamar ou trilho histórico de audiência desta década. Depois de perder quase 1 em cada 4 telespectadores nos últimos quatro anos, as novelas globais retomaram a condição de principais produtos da casa. A começar por "Paraíso", das 18h, que tem registrado médias próximas já dos 30 pontos.



Na contramão da tendência, as últimas produções da Record vão perdendo terreno e telespectadores de forma visível e mensurável.

Se comparada com "Mutantes - Caminhos do Coração", que fechou março com média de 16 pontos, a sucessora "Promessas de Amor" vai mal: 9 pontos. Outra aposta da Record, "Poder Paralelo" também perdeu quase 40% de telespectadores, se comparada ao final de "Chamas da Vida" (14 x 10).

Do outro lado do ringue, a Globo vê seu ibope ascendente não só em "Paraíso", mas por todo o seu horário nobre. "Caras e Bocas" tem dado média de 34 pontos (e share de respeitáveis 57%). Em "Caminho das Índias", por sua vez, são cada vez mais comuns médias de 43 pontos no ibope, com share de 66%. Isso significa, caros internautas, 6 em cada 10 TV's da Grande São Paulo assistindo à trama (e às dancinhas) de Glória Perez.

Outro "produto" da Globo que vem ampliando audiência e participação e o popular "Jornal Nacional", que em setembro comemora 40 anos. O "JN" tem dado médias de 37 pontos. Em 2005 essa média era de 35. Em 2006, beirou os 32.

Conclusão

Embora a Record esteja consolidada na vice-liderança, a distância que a separa, no horário nobre, da líder Globo aumentou este ano.

No início do ano, Octavio Florisbal, diretor geral da Rede Globo, disse em dois encontros na casa (com jornalistas e com a área comercial) que a emissora voltaria ao seu patamar histórico de ibope já no segundo semestre. Boa parte da plateia duvidou.

Band perde ibope após a estreia de Galisteu

O "Toda Sexta" estreou com compreensíveis 3 pontos de média de ibope. Depois de ser conservada como um picles na geladeira do SBT por quase um ano, era previsível que Adriane Galisteu não se tornaria um fenômeno de ibope do dia para a noite em sua nova casa, a Band.

Na comparação com janeiro, fevereiro e março, a Band registrava médias de 3 pontos no horário em que estreou o "Toda Sexta". Em abril o programa estreou e registrou 2,5 pontos. Em maio caiu para 2,3. E em junho está na casa de 1,8 ponto.

Quadros previsíveis, convidados mais que batidos (Preta Gil de novo?), matérias de apelação tradicional (calendário dos personal trainners?), dicas dispensáveis. Há muito o que mudar no programa. Dê sua opinião sobre as novelas e a Band no fórum do programa Ooops! na TV UOL.

Em tempo: por contrato, a Band não pode tirar o programa de Galisteu do ar, independentemente do ibope que registrar.


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Além de ser o programa exclusivo para internet mais visto do país, Ooops! também é o canal em broadcast que mais tem participação dos internautas do mundo todo, que todas as semanas colaboram com centenas de críticas, opiniões ou elogios sobre a TV aberta e fechada.

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Convidado dos patos do dia

Antonio Salieri (1750-1825)

Compositor italiano, violinista brilhante, é um dos únicos músicos da história injustiçados por meio de uma obra de arte: o filme "Amadeus", de Milos Forman. Salieri foi um dos principais compositores "reais" da corte de José 2º, Arquiduque da Áustria, cargo que assumiu em 1774. Em Viena, por exemplo, sempre fez mais sucesso que Mozart.

No filme de Milos Forman, Salieri foi retratado como um vigarista invejoso e músico medíocre, mas a verdade é que ele era muito bem sucedido e é altamente improvável que tenha mancomunado qualquer coisa contra o jovem Mozart. Aliás, o contrário é muito mais verdadeiro. Em uma carta enviada ao pai, Leopold, durante estada em Viena, é Mozart que destila veneno contra Salieri, a quem acusa de espalhafatoso e exibido, "que anda rindo e de braços dados com Gluck pelas ruas de Viena" (Christoph Willibald Gluck, 1714-1787).

Não muito depois, Mozart morreria com sinais de infecção ou intoxicação. Um jornal vienense publicou o boato de que morrera envenenado. Quase 30 anos depois, o funcionário de um hospício disse ter ouvido do italiano a confissão "Eu matei Mozart". Daí para a difamação que já perdura por mais quase dois séculos foi só, digamos, uma questão de tempo.

Assista a mais notícias exclusivas sobre TV, música e patos no programa Ooops!, na TV UOL.

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