Finalmente chegou o ano da tão sonhada Olimpíada no Rio

Carlos Arthur Nuzman

Carlos Arthur Nuzman

Especial para o UOL

2016! O tão sonhado ano dos primeiros Jogos Olímpicos no Brasil  finalmente chegou. Daqui a sete meses, o Rio de Janeiro receberá 11 mil atletas de 206 países para uma celebração que, certamente, ficará marcada na história dos Jogos Olímpicos, da cidade do Rio de Janeiro e do Brasil.

Os atletas que representarão o país nas quadras, pistas, raias, campos e piscinas viverão esse período histórico de forma ainda mais especial. Esses jovens –razão de ser do esporte–, juntamente com todos que trabalharam diretamente na preparação das equipes nacionais de mais de quarenta modalidades esportivas, se unirão aos 200 milhões de torcedores brasileiros em um conjunto vibrante e homogêneo: o Time Brasil.

Para que nossos atletas alcancem as melhores performances de suas carreiras nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, o Comitê Olímpico do Brasil (COB), em parceria com as confederações brasileiras olímpicas, Ministério do Esporte, Forças Armadas, clubes e patrocinadores, vem trabalhando incansavelmente para dar às nossas equipes as condições ideais para treinar e competir.

Baseamos nosso trabalho em um planejamento estratégico cuja meta é colocar o Brasil entre as dez principais potências esportivas do mundo no quadro geral de medalhas, no Rio 2016. Estabelecemos, propositalmente, uma meta ousada, mas factível, que nos impõe um grande desafio.

Uma série de ações vem sendo realizadas para atingir esse objetivo. A maioria delas por intermédio das respectivas confederações: apoio cerrado aos atletas e treinadores, suporte para treinamentos e competições, contratação de treinadores estrangeiros, utilização das Ciências do Esporte, disponibilização de serviços médicos e fisioterapêuticos, aquisição de equipamentos esportivos, gestão efetiva de recursos e monitoramento de resultados internacionais, entre outras providências.

A oportunidade de competir em casa pela primeira vez será experiência única para os atletas e um divisor de águas para o esporte brasileiro. Queremos estabelecer novos patamares em termos de gestão esportiva, estrutura de treinamento, preparação de equipes multidisciplinares, apoio à carreira dos atletas e resultados. Estamos olhando o futuro, pensando nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020 e nos jogos subsequentes. Criamos o Projeto 20/24 para aumentar a base de iniciantes e prepará-los para o alto rendimento, através da identificação, confirmação e desenvolvimento de talentos.

A detecção de talentos passa necessariamente pelos Jogos Escolares da Juventude (JEJ). Atualmente, o evento contempla mais de 2 milhões de jovens nas seletivas municipais e estaduais, organizadas pelos estados e municípios, representando 40 mil escolas de 3.950 cidades do Brasil. A fase nacional, organizada pelo COB, reúne em cada faixa etária cerca de 4 mil atletas dos 26 Estados da Federação mais o Distrito Federal. Nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, por exemplo, o Time Brasil contou com 17 atletas que passaram pelos Jogos Escolares.

Em termos de estrutura física, também estamos evoluindo. O Comitê Olímpico do Brasil, o Ministério do Esporte e a Prefeitura do Rio estão negociando para que o fantástico Parque Olímpico da Barra seja utilizado como legado e mantido como o primeiro Centro Olímpico de Treinamento do Brasil. As instalações do Centro Esportivo de Deodoro irão somar-se a esse expressivo conjunto de benfeitorias.

Todo esse cenário nos faz muito otimistas quanto ao desempenho dos nossos atletas nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. Com o apoio entusiasmado da torcida brasileira, estou certo de que viveremos, em casa, momentos inesquecíveis para o esporte nacional e deixaremos um legado histórico para a Cidade Maravilhosa.

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Carlos Arthur Nuzman

é presidente do COB (Comitê Olímpico do Brasil)

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