09h20 08/10/2007

Aos 34, Roberto Carlos ainda se vê em condições de atuar pela seleção

Mesmo com idade avançada e longe dos grandes centros da Europa, o jogador do Fenerbahçe acredita que teria condições de disputar as eliminatórias

Renan Prates, especial para o Pelé.Net

SÃO PAULO - Foram 14 anos de seleção brasileira, repletos de momentos felizes, mas também com capítulos negativos. Muito criticado após a fatídica derrota na Copa do Mundo de 2006 para a França, o lateral-esquerdo Roberto Carlos decidiu não vestir mais a camisa verde e amarela desde então.

TRAJETÓRIA EM COPAS DO MUNDO
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Roberto Carlos viu a França levantar a taça na vitória por 3 a 0 sobre o Brasil em 1998
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Quatro anos depois, o lateral deu a volta por cima e foi pentacampeão no Japão
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Mas a França voltou a aparecer no caminho em 2006, na derrota por 1 a 0 pelas quartas
VEJA O PERFIL DO JOGADOR
ROBERTO TERIA LUGAR NA SELEÇÃO?
Um ano e três meses depois da Copa, o jogador, 34, por meio de sua assessoria de imprensa, conversou com o UOL Esporte. E declarou ainda estar apto a vestir a camisa da seleção nacional. "Sei que ainda teria condição de disputar uma vaga no grupo".

Apesar de se considerar 'selecionável', o jogador não se arrepende de ter abandonado a seleção. "Sem dúvida foi a melhor decisão a ser tomada. Chegou o momento de me dedicar mais a minha família e abrir espaço para os mais jovens".

O jogador evitou citar nomes, mas se mostrou seguro quanto aos seus substitutos na posição, a qual foi titular absoluto por mais de oito anos. "Temos bons jogadores, mas esta é uma fase de renovação e amadurecimento. Em 2010, acredito que estaremos bem servidos".

Mas esta "fase de renovação" não é seguida pelo técnico Dunga na seleção brasileira. Pelo menos na lateral-esquerda. Dos dois jogadores convocados para as duas primeiras partidas das eliminatórias, Kléber, com 27 anos, é o mais novo. Gilberto, o outro convocado, tem 30.

Sobre o trabalho de Dunga, seu companheiro de equipe na Copa do Mundo de 1998, o jogador mostrou otimismo. "Sem dúvida é um bom trabalho. Se ele continuar mostrando isso estará no comando em 2010".

Roberto Carlos teve três participações em Copas do Mundo. Em 1998, foi vice-campeão após perder para a França na final. Em 2002, veio a redenção: o lateral foi titular da equipe pentacampeã do mundo contra a Alemanha.

Mas em 2006, Roberto Carlos voltou a ser criticado pela mídia e pela opinião pública. O jogador foi acusado de ter "amarrado a chuteira", no lance do gol de Thierry Henry, que custou a derrota da seleção para a França por 1 a 0 nas quartas-de-final.

O jogador voltou a se eximir de responsabilidade no lance. "Quem fez isso não entende de futebol, sinceramente. Quem entende viu que não tive culpa naquele lance".

Roberto Carlos se encontra em uma nova fase na carreira. Após disputar 11 temporadas e conquistar três edições da Liga dos Campeões como um dos 'galácticos' do Real Madrid, o jogador fechou por três anos com o Fenerbahçe, da Turquia. E com pouco tempo de clube já conquistou um título: a Supercopa turca.

"Esse título foi muito bom, pois ajuda a tirar a pressão. Sempre conquistei títulos pelos clubes que passei e aqui não será diferente", declarou o jogador, que pretende ficar por um bom tempo no clube, onde tem como companheiros os brasileiros Edu Dracena, Alex e Deivid, além do uruguaio Lugano e do treinador Zico.

"Fiz um contrato por três temporadas e sem duvida a minha idéia é ficar por aqui um bom tempo", afirmou Roberto. O acordo do lateral com o clube turco coloca uma possibilidade de extensão para cinco anos e de que ele se torne o embaixador do Fenerbahçe para todo o mundo em seguida.

O "tratamento de gala" recebido pelo jogador na Turquia contrasta com a forma "traumática" que o jogador saiu do Real Madrid. Roberto Carlos declarou que esperava um reconhecimento por tudo que passou no clube espanhol.

Assim como aconteceu na seleção brasileira, o jogador foi apontado como o culpado na derrota por 2 x 1 para o Bayern de Munique, que custou a eliminação do Real na Liga dos Campeões do ano passado. E esse foi um dos motivos dele ter decidido por não renovar.

"Estava no Real Madrid desde 1996 e me surpreendeu que me apontassem como o culpado após a eliminação frente ao Bayern. Me incomodou. Cansei e tomei a decisão de sair", comentou para a agência EFE na época.




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