09h02 19/12/2007

Elivélton não se vê craque, mas assume papel de atração na Francana

Meia admite que sua principal virtude ainda é o condicionamento, mas será a principal aposta da equipe de Franca na disputa da Série A3 do Estadual de 2008.

Guilherme Costa, especial para o Pelé.Net

SÃO PAULO - A extensa lista de títulos e passagens por grandes equipes transformaram o meia Elivélton na principal atração da Francana para a disputa da Série A3 do Campeonato Paulista de 2008. O jogador desistiu da idéia de se aposentar e assinou um contrato com a equipe apenas para a competição estadual.

Arquivo/Folha Imagem
Elivélton defenderá a Francana na Série A3 do Campeonato Paulista do próximo ano
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O jeito de Elivélton, contudo, contraria veementemente o status de estrela da equipe do interior. Aos 36 anos, o jogador admite não ser craque e ainda vê o preparo físico como sua grande virtude - o condicionamento também é apontado por ele como a razão para a longevidade no esporte.

Depois de uma passagem pelo União de Rondonópolis (MT), que se encerrou em junho, Elivélton vinha treinando na academia que mantém em Alfenas e mantinha a forma em partidas com seus amigos. A decisão de se aposentar já estava tomada, mas o jogador foi demovido dessa idéia após uma conversa com Wantuil Rodrigues, treinador da Francana.

Em entrevista exclusiva ao Pelé.Net, Elivélton ressalta a importância do comandante em sua contratação e se mostra satisfeito com o papel de grande atração da Série A3 do Campeonato Paulista.

Pelé.Net - Como surgiu a negociação para você defender a Francana?
Elivélton -
Eu joguei no União de Rondonópolis (MT) até junho do ano passado e estava treinando em Alfenas. Tinha anunciado que ia me aposentar e o Wantuil Rodrigues, que é técnico da Francana, viu essa notícia em um site de esportes que eu não lembro qual foi. Quando soube que eu estava sem clube, ele entrou em contato comigo e as coisas deram certo.

Pelé.Net - O que pesou mais no seu acerto com a Francana: as palavras do treinador Wantuil Rodrigues ou o projeto da equipe?
Elivélton -
Ah, o Wantuil foi fundamental. Eu já tinha trabalhado com ele no Cruzeiro, em 1997. E quando eu fui fazer teste no mesmo Cruzeiro, em 1988, ele foi me buscar na rodoviária. Ele trabalhava nas categorias de base e me ajudou muito.

Mas também gostei da proposta da Francana, que quer subir de divisão. Vi a sinceridade das pessoas daqui e isso me cativou.

Pelé.Net - Você disse que o acerto com a Francana atrasou seus planos de aposentadoria. Já sabe o que fazer depois de parar?
Elivélton -
Tenho negócios em Alfenas: uma quadra de futebol society, uma academia e uma loja evangélica. É bem provável que eu vá tocar essas atividades, mas que indique um ou outro jogador para os clubes. Eu conheço muita gente.

Pelé.Net - Como você justifica sua longevidade no futebol?
Elivélton -
Pelo que eu vejo, não são muitos da minha geração que continuam na ativa. O Palhinha parou, o Vítor parou. A exceção é o Cafu, que está no exterior. Acho que eu devo isso em primeiro lugar a Deus, que me sustenta sempre, mas também ao fato de eu sempre ter me cuidado. Sempre fui um profissional ao extremo.

Pelé.Net - Após passagens por algumas das maiores equipes do país e até pela seleção brasileira, você não se sente diminuído ao defender times de menos expressão?
Elivélton -
Eu rodei muito, mas só agora é que estou pegando clubes pequenos. Teve o União de Rondonópolis e agora a Francana, mas as outras equipes têm certo nome no Brasil. Não vejo nenhum problema em passar por times menores. Acho que isso até me motiva mais.

Aliás, muitos outros jogadores com mais idade e certo nome poderiam atuar nas divisões inferiores como uma forma de incentivar a competição. O pessoal gosta de ver atletas que marcaram época. O pessoal quer ver um Viola em campo, por exemplo.

Pelé.Net - Como tem sido a aceitação da população e dos companheiros em Franca? Você foi bem recebido?
Elivélton -
Fui muito bem aceito aqui desde o início e por todo mundo, dentro e fora do clube. Para ser sincero, eu não conhecia ninguém do elenco. São jogadores que disputam mais essas divisões A3 e A2 e eu não tive muito contato. Eu cheguei e disse para eles que não queria ser estrela. Não sou nenhum craque e não é porque eu passei por vários clubes grandes que eu vou resolver tudo sozinho. Acho que todos entenderam isso.




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