11h50 15/01/2007

No Boavista-RJ, Alex Alves e Rodrigo tentam resgatar bom futebol

Atacante confia no titulo do Estadual do Rio, com direito a artilharia, enquanto meia tenta provar que ainda pode alcançar o antigo desempenho.

Pedro Neville, especial para o Pelé.Net

RIO DE JANEIRO - Companheiros e grandes esperanças do Boavista para o Estadual do Rio de Janeiro nesta temporada, o meia Rodrigo (30 anos) e o atacante Alex Alves (32) têm muito em comum além de defenderem a mesma equipe. Os dois vêem este ano como uma oportunidade para mostrar que ainda podem jogar em alto nível e recuperar o rendimento que apresentaram no fim dos anos 90, quando ganharam destaque nacional.

O clube de Saquarema, aliás, sequer existia quando Rodrigo brilhou pelo Botafogo e levou a equipe à final da Copa do Brasil de 1999, tampouco quando Alex Alves jogava capoeira próximo à bandeira de escanteio para comemorar os gols e os títulos no Cruzeiro.

ENTREVISTA: ALEX ALVES
Pelé.Net - O Campeonato Estadual do Rio é comumente chamado de "charmoso" e "elegante". É parecido com seu estilo e te fez ter vontade de disputá-lo?

Alex Alves - [Risos] Agradeço pelo elogio. Minha vontade de jogar no Rio vem da motivação de ser artilheiro e ajudar o Boavista a conquistar o título. É por esses objetivos que vou lutar do início ao fim da competição.

Pelé.Net - Mas no inicio da sua carreira você não tinha um estilo tão excêntrico de se vestir, certo? Como você criou isso?

Alex Alves - É verdade. Ao longo da minha carreira, tive contato com o mundo da moda e isso me ajudou a criar um estilo próprio.

Pelé.Net - Como você encara a responsabilidade de ser a grande estrela do Boavista ao lado do Rodrigo?

Alex Alves - Não me vejo como estrela. A responsabilidade é a mesma para todos os jogadores do grupo. Sei que o fato de ser um dos mais experientes gera expectativa, mas estou focado apenas em ajudar o Boavista.

Pelé.Net - O que atraiu você a voltar ao futebol fluminense para atuar no Boavista, um time de menor investimento?

Alex Alves - A vontade de voltar ao Brasil, ao Rio de Janeiro e, sobretudo, a oportunidade de atuar em um clube sério e estruturado. Não vejo o Boavista como um time pequeno, mas como um clube que, apesar do pouco tempo de existência [fundado em 2004], já mostrou que o trabalho bem feito gera bons resultados [a equipe conquistou o título da Série B do Rio em 2006].

Pelé.Net - Sua intenção é se destacar pelo Boavista no Estadual para depois se transferir para um clube que dispute a Série A do Brasileirão?

Alex Alves - Não penso nisso agora. Minha intenção hoje é apenas fazer um grande Estadual.

Pelé.Net - Você pensa na artilharia do campeonato?

Alex Alves - Sem dúvidas, é um objetivo que me traz muita motivação. Nunca fui artilheiro aqui no Rio de Janeiro e vou lutar para alcançar essa meta.

Pelé.Net - Quais são as chances do Boavista no Campeonato Estadual?

Alex Alves - O Boavista tem tudo para surpreender e lutar pelo título. Boa estrutura, bons profissionais e trabalho sério. Temos condições de fazer um grande campeonato, com toda certeza.
Agora, o atacante quer não só voltar a vibrar daquela forma, como ser artilheiro do Estadual. Para a conquista do objetivo, ele esbanja otimismo, ainda que a concorrência seja intensa, com rivais como Souza, Roni e Obina, do Flamengo; Dodô, do Botafogo; Romário, do Vasco; Alex Dias, Soares e Rafael Moura, do Fluminense. "Nunca fui artilheiro no Rio de Janeiro e vou lutar para alcançar essa meta", disse Alex Alves.

Sua única chance de sagrar-se goleador por uma equipe carioca foi no Vasco, em 2004, quando teve uma passagem apagada, sobre a qual prefere nem comentar. Aliás, o jogador talvez tenha chamado mais atenção pelas vestes peculiares com as quais chegava aos treinos em São Januário do que pelo desempenho em campo: "Ao longo da minha carreira, tive contato com o mundo da moda e isso me ajudou a criar um estilo próprio".

Já o meia Rodrigo é mais cauteloso quanto às pretensões da equipe alviverde no Estadual, e acha que o time tem tudo para conseguir um bom desempenho. No grupo do Boavista estão Botafogo, Flamengo, Americano, Madureira e Cabofriense. "A chave é bem difícil e delicada", ponderou o apoiador.

Para a estréia da equipe, diante do Americano, em 24 de janeiro, Rodrigo já está vetado, pois ainda se recupera de uma artroscopia no joelho. Aliás, uma lesão mal resolvida há cinco anos é apontada como a causa de Rodrigo não ter conseguido se firmar nos últimos clubes em que passou.

Leia a entrevista completa com o meia Rodrigo ao Pelé.Net:

Pelé.Net - Depois de defender tantos clubes de grandes torcidas, como é atuar pelo Boavista?
Rodrigo -
Meu desafio é pessoal, não de jogar no Boavista. Esse clube, por mais que tenha subido agora à primeira divisão, vem fazendo um grande trabalho. Tem profissionais competentes conduzindo o planejamento. O meu objetivo maior é atingir os níveis de performance que julgo necessários.

Pelé.Net - A partir de quando você estará disponível ao técnico Gaúcho para os jogos do Estadual?
Rodrigo -
Passei por uma artroscopia no joelho direito há pouco mais de um mês, para resolver um problema que já vinha arrastando havia alguns anos. As expectativas são as melhores. Tenho certeza de que em pouco tempo eu voltarei a treinar e fazer um bom campeonato. Sei que não vai dar para jogar já na estréia, mas meu objetivo é atuar ainda na Taça Guanabara [equivalente ao primeiro turno do Estadual].

Pelé.Net - Como você vê a responsabilidade de ser um dos principais jogadores do time, ao lado de Alex Alves?
Rodrigo -
Ser estrela não é o objetivo de ninguém. A meta é que o trabalho seja consagrado com um bom desempenho e um belo campeonato, para que a gente possa conseguir a classificação para disputar a Copa do Brasil e a Série C do Brasileirão.

Pelé.Net - Após o Estadual, você pensa em se transferir para algum clube da Série A do Campeonato Brasileiro?
Rodrigo -
Claro que na carreira estamos sempre procurando cumprir o estágio em que estamos para avançar a outros mais elevados. Meu pensamento é conseguir realizar um bom futebol no Boavista para futuramente chegar a clubes maiores outra vez

Pelé.Net - Quais foram seus principais momentos na carreira?
Rodrigo -
Tive vários bons momentos na carreira, é difícil apontar um. Mas uma fase que gostei muito foi no Botafogo. Estive lá por três anos, fui artilheiro e disputei decisão da Copa do Brasil e do Rio-São Paulo. Pelo Atlético-PR foi interessante quando fizemos a final da Libertadores, contra o São Paulo, no Morumbi. São muitos momentos especiais.

Pelé.Net - Você ganhou destaque no Botafogo e foi apontado como grande promessa, mas depois de um tempo freqüentou a reserva de muitos clubes. O que causou este declínio?
Rodrigo -
Fiz uma cirurgia em 2002 para reconstruir o ligamento cruzado anterior do joelho e depois disso eu não tinha conseguido voltar a desempenhar todo o meu potencial por não ter tido o melhor resultado nesta operação.

Pelé.Net - Você tem vontade de defender algum clube que ainda não atou ou quer voltar a um time que tenha sido especial?
Rodrigo -
Não tenho na minha cabeça nenhum clube em especial para voltar ou jogar pela primeira vez. O meu objetivo é voltar a jogar bem e satisfazer as minhas expectativas.




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