Marcius Azevedo
Marcelo: hoje no Ituano.
09h00 19/02/2008

Marcelo, do uniforme amarelo fluorescente, quer ser técnico

Ex-goleiro do Bragantino, campeão paulista e vice brasileiro, trabalha como auxiliar de Pintado no Ituano, mas deseja seguir carreira solo.

Marcius Azevedo, especial para o Pelé.Net

ITU (SP) - Campeão paulista em 1990 e vice brasileiro no ano seguinte pelo Bragantino, o ex-goleiro Marcelo, pode-se dizer, marcou uma geração de aficionados pelo futebol não apenas pelas boas atuações debaixo da trave. O jogador é lembrado, muitas vezes, pelo uniforme que utilizava.

Com camisa e short na cor amarelo fluorescente, Marcelo, hoje auxiliar de Pintado no Ituano, virou referência para os goleiros, que, até ali, não ousavam tanto nas vestimentas.

"A idéia nem partiu de mim. O pessoal da Dellerba, que naquela época era o fornecedor do material para o Bragantino, me perguntou se eu toparia usar uma camisa amarela. Eu disse que sim, mas pedi que fosse algo exclusivo", relembra Marcelo.

"A camisa foi um sucesso e, logo depois, fizemos também o short da mesma cor. Vi muitos goleiros usando o meu uniforme naquela época, pois eles gostavam tanto que compravam direto na loja", completou.

Marcius Azevedo
Ex-goleiro Marcelo, campeão paulista pelo Bragantino em 90, é hoje auxiliar no Ituano
Com este uniforme, Marcelo foi destaca na conquista do Paulista de 1990, quando o Bragantino derrotou o Novorizontino, e na campanha do vice brasileiro no ano seguinte, quando o time de Bragança foi derrotado pelo São Paulo.

O uniforme amarelo, no entanto, Marcelo só vê em fotos ou na televisão. "Muita gente não acredita, mas não fiquei com nenhum", revelou o ex-goleiro, que após o sucesso no Bragantino, ainda passou por Santos, Santa Cruz e Sport...

Decidiu parar em 2002, aos 32 anos, quando, após um ano parado, arriscou um retorno no Taubaté, onde havia começado, mas não quis mais.

"Estava parado, tinha até aberto um restaurante em Campos do Jordão, onde morava, mas aí optei por voltar, mas não deu certo e, por causa da distância, também desisti do restaurante", contou, referindo ao Crepe Des'champs.

Na verdade, o goleiro queria é mesmo ser treinador. "Eu já sabia o que queria fazer quando parasse, por isso me preparei antes, não sai correndo para fazer cursos e palestras. Eu já procurei assimilar o que os meus técnicos tinham para passar. Acho que por isso eu parei tão cedo", afirmou o ex-jogador, que foi treinado por técnicos como Vanderlei Luxemburgo, Carlos Alberto Parreira, Emerson Leão...

O último, no entanto, não gera saudade. "Eu não tive muita chance no Santos por causa dele. Ele levou o sobrinho [Fernando] dele e me afastou", afirmou. "Mas você sempre tem algo positivo para extrair dos técnicos que trabalha. Eu fiz isto", completou.

Apesar da vontade, Marcelo ainda não acredita ser o momento ideal para assumir como treinador. Por enquanto, o ex-goleiro prefere trabalhar com Pintado, com quem atuou no Taubaté e no Bragantino, e também já trabalhou no Paraná e agora no Ituano.

"Acho que meu momento irá chegar", disse o ex-jogador, que já até trabalhou como treinador, mas nas categorias de base do Palmeiras.



  Eu sabia o que queria fazer quando parasse de jogar, por isso me preparei, eu procurei assimilar o que os meus técnicos tinham para passar
Marcelo, ex-goleiro do Bragantino, que trabalhou com Luxemburgo, Leão, Parreira...
Marcelo Martelotte
10/12/1968
Rio de Janeiro

Times
- Taubaté (87-88)
- Bragantino (89-96)
- Santa Cruz (93)
- Santos (97-98)
- Santa Cruz (99)
- Sport (2000)
- Taubaté (2002)

Títulos
- Série B (89)
- Paulista (90)
- Pernambucano (93)
- Rio-SP (97)
- Conmebol (98)
- Pernambucano (2000)
- Copa Nordeste (2000)





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