Leão: 'especialista'
09h03 07/11/2007

Leão levou o Galo às últimas conquistas internacionais

Títulos da Conmebol e da Copa Centenário de BH, há 10 anos, tiveram o comando do atual treinador atleticano.

Luiza Oliveira, do Pelé.Net

BELO HORIZONTE - Apesar de não ter tradição de colecionar feitos internacionais em sua história, o Atlético-MG conta com um ponto a seu favor se garantir a vaga para a Copa Sul-Americana do ano que vem. Os dois últimos títulos internacionais, a Copa Conmebol e a Copa Centenário de Belo Horizonte, em 1997, foram conquistados sob o comando do atual técnico Emerson Leão.

Assim, a torcida pode ter esperanças se o treinador se mantiver no cargo em 2008, ano do centenário do clube. Os dois títulos ficaram marcados, especialmente o bicampeonato da Conmebol, há 10 anos. O alvinegro levantou a taça invicto nos oito jogos que disputou contra Portuguesa-SP, América de Cali, da Colômbia, Universitário, do Peru, e Lanús, da Argentina, numa final histórica.

A primeira partida da decisão, na Argentina, foi vencida pelo time brasileiro por 4 a 1. Após o confronto, os jogadores locais promoveram uma briga que ganhou repercussão internacional, com participação da torcida. O técnico Leão foi agredido, sofreu uma fratura na mandíbula e precisou ser operado.

O zagueiro Ruggeri, do Lanús, incentivou a briga e nem sequer viajou com a delegação de seu clube para Belo Horizonte, na partida de volta. Com forte aparato policial no Mineirão, os atleticanos liderados por Taffarel, Marques e Valdir seguraram o empate por 1 a 1 e vestiram a faixa de campeão diante de sua torcida.

De volta ao alvinegro, Emerson Leão guarda as boas e más recordações do torneio. "As lembranças esportivas são maravilhosas, mas ficou a cultura negativa dos argentinos. Mas faz parte. O último internacional que o Galo conquistou foi comigo, mas eu era só o veículo. A comunicação dentro de campo fica por conta dos atletas, mas eu tinha absoluta certeza que o padrão do futebol brasileiro era melhor", afirmou.

Meses antes, também com o treinador, o alvinegro havia conquistado a Copa Centenário de Belo Horizonte, em que se classificou em primeiro do seu grupo pelos empates com América-MG, Milan, da Itália, e a vitória sobre o Corinthians. Assim, enfrentou o rival Cruzeiro na final vencendo por 2 a 1 em jogo único.

Depois das duas conquistas seguidas, nos dez anos que se passaram a sorte não ajudou o Atlético. Nesse período, o time voltou a campo para mais cinco participações em torneios internacionais. As últimas, nas Copas Sul-Americanas de 2003 e 2004, a equipe não passou da eliminatória brasileira na primeira fase.

A vez mais recente em que foi mais longe num torneio desse porte foi nas Copas Libertadores e Mercosul de 2000. Nessa última, o Atlético chegou mais perto do título e avançou até as semifinais quando foi eliminado pelo Palmeiras. Mas, em sua trajetória mandou para casa times de tradição como o Peñarol, do Uruguai, e o San Lorenzo, da Argentina, ainda na primeira fase, e o todo poderoso Boca Juniors, nas quartas-de-final.

Já o sonho de ir para Tóquio disputar o Mundial Interclubes sempre foi distante para o Galo. Em quatro oportunidades (1972, 1978, 1981 e 2000) o máximo que chegou foi às quartas-de-final em 2000, ano que a esperança ficou para trás apesar da boa campanha na principal competição do continente. Os mineiros foram eliminados pelo Corinthians, que havia lhe tirado o título Brasileiro no ano anterior.

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