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Marco Aurélio: provocador
16h37 28/12/2005

Pelo futuro, Tricolor diversifica a receita

Embalado pelo tri, clube elege o marketing como a ferramenta que irá manter caixa cheio e fazer torcida crescer.

Danilo Valentini, especial para o Pelé.Net

SÃO PAULO - Os tricampeonatos da Libertadores e do Mundial de Clubes da Fifa conquistados em 2005 fizeram o São Paulo eleger para o próximo ano o marketing como a principal ferramenta a ser usada para manter a equipe na rota do sucesso que, consequentemente, pode possibilitar uma de suas maiores ambições: ver seu número de torcedores superar o de seu maior rival, o Corinthians.

Adotando uma postura insistente de provocação ao arqui-rival desde o início de seu mandato, o presidente Marcelo Portugal Gouvêa pretende entregar o cargo, em abril, com pelo menos dois projetos que têm como missão prioritária ampliar ainda mais o crescimento de sua torcida, que pelas pesquisas oficiais ainda está atrás de Flamengo e Corinthians, respectivamente.

Para manter seus planos em andamento, porém, é preciso manter as conquistas, e sem altos investimentos de manutenção do elenco o objetivo passa a se tornar mais difícil. Por isso, o departamento de marketing do clube arquiteta idéias que estimulem a ampliação do número de são-paulinos, que gira em torno de 13 milhões, segundo o Ibope.

O primeiro programa é o Batismo Tricolor, que pretende fazer um batizado simbólico de um torcedor recém-nascido com direito a convidados, leitura de trechos do estatuto do clube, execução do hino e material de vídeo e fotográfico que estarão incluídos na taxa de R$ 50.

O segundo, e mais ambicioso, é o projeto de instalar espécies de embaixadas do clube espalhadas pelo Brasil, apostando na força do São Paulo no Norte e no Nordeste do país, regiões tradicionalmente que se tornaram forte reduto de torcedores do Flamengo, que, segundo levantamento do Datafolha até outubro de 2005 abrangia 16% da população brasileira, três pontos acima do Corinthians e nove superior à do Tricolor.

"Se prosseguir na sua caminhada, o São Paulo vai ter a maior torcida do Brasil mesmo. Agregamos muitos novos torcedores com tantas conquistas", afirma Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do clube, um dos integrantes da diretoria com maior apetite em estimular a rivalidade contra os corintianos. "Vamos encostar no Corinthians se eles não mantiverem o nível de vitórias e não provarem que tem independência financeira".

Financeiramente, aliás, o São Paulo viu em sua campanha bem-sucedida em 2005 a garantia de uma temporada com folha de pagamento longe do vermelho, situação vivida pelo clube até pouco tempo. Com os US$ 4,5 milhões recebidos pelo título no Japão, a diretoria embolsou um valor referente a 10% do orçamento previsto para 2006, estipulado em R$ 100 mi.

E para aproveitar a boa fase, o clube espera engordar seu orçamento ainda mais no início do ano, quando a equipe passará a utilizar uniformes da Reebok depois de contrato de três anos que prevê pagamento de R$ 21 milhões e a construção de uma loja no Morumbi, que deverá reunir boa parte dos cerca de 150 produtos que o São Paulo já tem licenciados.

De quebra, o São Paulo prepara os últimos detalhes para estampar novo patrocinador nas mangas da camisa da equipe. Depois de comprar a exclusividade da camisa do clube por R$ 46 mi em três anos, a fabricante de produtos eletrônicos LG negocia para ceder o espaço, mediante pagamento inclusive para o clube, a uma loja de produtos eletroeletrônicos ou a uma operadora de telefonia celular.


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