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25/04/2009 - 13h31

Ministra Dilma Rousseff confirma que retirou um linfoma, mas manterá rotina normal de trabalho

Do UOL Notícias
Em São Paulo
Atualizada às 15h20

A ministra da Casa Civil Dilma Rousseff confirmou a retirada de um linfoma - câncer no sistema linfático - da axila esquerda. Em entrevista coletiva concedida na tarde deste sábado (25) no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, a ministra afirmou que o linfoma não se espalhou pelo corpo, mas que terá de se submeter à quimoterapia.

Saiba o que é linfoma e como esse câncer é tratado

"Como qualquer pessoa, fazer quimioterapia é algo desagradável. Mas, vou ter um processo de superação desta doença", afirmou a ministra.

De acordo com a oncologista Yana Novis, Dilma terá de fazer quimioterapia por quatro meses, uma sessão a cada três semanas.

A ministra está confiante em uma recuperação plena. Dilma disse que não deverá alterar seu ritmo de trabalho. "Este será mais um fator para impulsionar meu trabalho", afirmou.

Novamente questionada sobre uma possível candidatura à presidência em 2010, Dilma voltou a dizer que não confirma a participação "nem amarrada". A ministra é pré-candidata pelo PT e tem o apoio do presidente Lula.

O tumor

O linfoma tinha 2 centímetros e foi detectado no estágio inicial, durante um exame de rotina há 30 dias com o cardiologista Roberto Kalil.

A equipe médica afirmou que as chances de cura são de mais de 90% e que, após o tratamento, a ministra deverá apenas realizar exames periódicos.

Dilma colocou um cateter chamado "porth-o-cath" de longa permanência que facilita o tratamento quimioterápico e o uso de medicamentos.

O que é linfoma?

Os linfomas são tumores malignos que se originam nos gânglios linfáticos, que agem no combate a infecções do corpo.

O câncer acontece quando os linfócitos agrupados nos gânglios - localizados no pescoço, nas axilas e na virilha - começam a multiplicar-se e crescer de forma desordenada. Os linfomas podem ser encontrados em qualquer parte do corpo onde os linfócitos circulem.

Os linfomas podem ser de dois tipos: Hodgkin ou não Hodgkin (referência a Thomas Hodgkin, o primeiro a descrever as anormalidades, no século 19). A diferença é que no primeiro caso, o tumor apresenta uma célula específica.

Os principais sintomas são aumento nos linfonodos do pescoço, axilas ou virilha, mas pode ocorrer também febre, coceira e sudorese. O tratamento clássico é com quimioterapia e/ou radioterapia.

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