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30/04/2009 - 18h40

Ministro do Supremo tinha esquema VIP em voos, diz revista

Do UOL Notícias
Em São Paulo
O ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do STF (Supremo Tribunal Federal), segundo reportagem desta semana da revista "Isto É", fazia uso de privilégios para favorecer familiares e amigos nos embarques e desembarques internacionais no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.

Suposto abuso acontece após "farra" das passagens aéreas no Congresso

Nesta semana, a Câmara aprovou restrições ao uso de passagens aéreas por parlamentares, mas casos antigos foram anistiados



Segundo a revista, 12 ofícios do STJ (Superior Tribunal de Justiça), emitidos entre fevereiro e dezembro de 2008, revelam que familiares e amigos "tinham acesso a um esquema VIP", embarcando em voos em classe superior à determinada na passagem aérea e até se livrando da alfândega.

Direito foi ministro do STJ por 11 anos, mas teria continuado a utilizar os privilégios do tribunal mesmo após ter sido nomeado ao Supremo, de acordo com a publicação. "Os documentos mostram que, a pedido do tribunal, esses passageiros [Direito e a mulher] podem ter saído do avião e entrado em um carro sem passar pela alfândega ou mesmo pelo terminal do aeroporto", disse à revista um funcionário da Infraero.

Segundo norma interna do STJ, "serviços relativos ao embarque e desembarque serão privativos dos ministros em atividade, dos aposentados e dos respectivos cônjuges". Conforme a "Isto É", parentes e amigos do ministro Luiz Fux, do STJ, também teriam se beneficiado do privilégio.

A reportagem do UOL Notícias tentou falar com Menezes Direito nesta tarde no Supremo, onde acontece o julgamento da Lei de Imprensa, mas o ministro ainda não se manifestou sobre a reportagem.

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