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30/07/2009 - 14h31

Lula diz que crise no Senado não é problema seu e desmente encontro com Sarney

Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em São Paulo

"Não é um problema meu", diz Lula sobre crise no Senado


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quinta-feira (30) que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não pediu uma conversa para debater seu futuro em meio à crise política. Lula disse, no entanto, que se o senador pedir um encontro, será atendido.

Reportagem publicada hoje pela Folha de S. Paulo afirmou que Lula e Sarney terão uma conversa pessoal na próxima semana para discutir a crise no Senado e o futuro do maranhense na Casa.

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Em tom de irritação, Lula tratou do assunto em entrevista coletiva ao lado da presidente do Chile, Michele Bachelet, após evento na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). "Não há nenhum pedido de conversa. Se o presidente Sarney e o presidente da Câmara [Michel Temer] quiserem conversar comigo terão uma conversa comigo. É de boa política o presidente da República atender o presidente dos poderes", afirmou Lula.

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Com a insistência dos jornalistas sobre o assunto, o presidente disse "[a crise no Senado] não é um problema meu. Eu não votei para eleger o presidente Sarney. Nem votei para ele ser senador no Maranhão", afirmou Lula esquecendo-se que o peemedebista foi eleito pelo Estado do Amapá.

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"Quem tem que decidir é o Senado. Somente o Senado, que o elegeu, pode dizer se ele pode ficar ou não [na presidência da Casa]", disse o presidente.

Lula afirmou que a paralisia do Senado, em clima de confronto entre partidários e defensores de Sarney, atrapalha o país e que os parlamentares, "homens adultos que tem mais de 35 anos", devem aproveitar o recesso para "esfriar a cabeça". "Mais do que isso eu não posso pedir", afirmou o presidente, que se recusou a responder sobre as críticas feitas à Sarney pela bancada do PT no Senado.

O apoio dos petistas é decisivo para a sustentação do presidente da Casa. "Isso aí vocês perguntem ao presidente do PT [Ricardo Berzoini] que vai ter o maior interesse em responder".

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