Governo Temer é reprovado por 72% dos brasileiros, aponta CNI/Ibope

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

  • AFP

    Atualmente, 8% dos brasileiros confiam em Temer

    Atualmente, 8% dos brasileiros confiam em Temer

O governo do presidente da República, Michel Temer (MDB), é avaliado como ruim ou péssimo por 72% da população brasileira, aponta pesquisa Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada nesta quinta-feira (5).

Esta foi a primeira pesquisa Ibope realizada após o decreto da intervenção federal na área de segurança pública no Rio de Janeiro, em fevereiro, e após Temer declarar a intenção de concorrer à reeleição à Presidência este ano.

No último levantamento, divulgado em dezembro do ano passado, o percentual de quem considerava o governo ruim ou péssimo foi de 74%. Em setembro, última pesquisa anterior à de dezembro, o índice atingiu 77%.

Segundo o levantamento divulgado nesta quinta, o governo Temer é considerado ótimo ou bom por 5% da população, ante 6% da última pesquisa, segundo o Ibope. Em setembro, o índice atingiu 3%, pior resultado desde o fim da ditadura.

Os que avaliam a gestão do emedebista como regular é de 21%. Em dezembro, era de 19% e, em setembro, de 16%.

O percentual de pessoas que não souberam avaliar o governo ou não quiseram responder é de 2% na pesquisa divulgada nesta quinta.

A pesquisa Ibope/CNI entrevistou 2.000 pessoas entre 22 e 25 de março em 126 municípios do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança.

8% dos brasileiros confiam em Temer

Segundo a pesquisa, a percepção de confiança em Temer manteve-se estável. Atualmente, 8% dos brasileiros confiam no emedebista perante 9% no final do ano passado.

O índice dos que não confiam passou de 90% para 89%. Os que não souberam responder ou não quiseram responder passaram de 2% para 3%.

O mesmo aconteceu com a avaliação da maneira de governar de Temer. Os que aprovam são 9% da população, mesmo número de dezembro.

s que desaprovam são agora 87%, ante 88% em dezembro. Os que não souberam responder ou não quiseram responder ficaram em 4%.

Popularidade aumenta no Nordeste

O levantamento apresentado nesta quinta mostra que a popularidade de Temer aumentou no Nordeste do país, embora ainda seja a região em que ele é pior avaliado.

Os que avaliam o governo como ruim ou péssimo caiu, ao todo, sete pontos percentuais e passou de 84% para 77%, se comparado dezembro do ano passado com março. Por sua vez, os que consideram o governo regular subiu de 11% para 16% no mesmo período.

A popularidade de Temer também aumentou entre a população com renda familiar de até um salário mínimo.

O percentual dos que acham o governo ruim ou péssimo caiu sete pontos percentuais e passou de 79% para 72%. Os que o consideram regular subiu de 13% para 18% enquanto que os que o avaliam como ótimo ou bom oscilou de 6% para 7%.

Temer alcança maior popularidade entre os entrevistados com até a quarta série do ensino fundamental, em que 14% da população confiam nele e 83%, não. Se considerada toda a população, 8% confiam nele e 89%, não.

Perspectiva do restante do governo

Para 67% da população, o restante do governo Temer até dezembro deste ano deverá ser ruim ou péssimo enquanto 7% acham que deverá ser ótimo ou bom. 22% estimam que será regular. 4% não souberam ou não quiseram responder.

O pessimismo perante o governo é maior entre as mulheres (70%) do que entre os homens (62%).

Em relação à aprovação do governo por áreas de atuação, a gestão Temer vai pior em meio ambiente, educação, combate à inflação e combate à fome e à pobreza.

A única oscilação mais notável foi na área de segurança pública cuja aprovação subiu de 11% para 14%. Os que desaprovam a atuação do governo na área foi de 86% para 84%.
Houve percepção de melhora na segurança nas regiões Nordeste e Sul e de piora nas regiões Norte e Centro-Oeste.

A intervenção no Rio é uma aposta do governo para viabilizar a tentativa de Temer de disputar a reeleição.

Percepção do noticiário sobre o governo

A percepção das pessoas que acham que as notícias mais recentes sobre o governo Temer têm sido mais desfavoráveis passou de 56% em dezembro passado para 51% em março. Os que consideram as notícias nem favoráveis, nem desfavoráveis subiu de 18% para 24%.

Os assuntos mais lembrados pelos entrevistados foram corrupção no governo (sem citação de episódio específico), Operação Lava Jato, intervenção federal no Rio, adiamento da reforma da Previdência, reforma da Previdência (sem especificar), Temer alvo de inquérito do decreto dos portos e o presidente admitindo que poderá ser candidato nas eleições de 2018.

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