Ministro de Temer diz que MDB apoiará candidato que defender governo

Tatiana Pronin

Colaboração para o UOL, em Nova York

  • Divulgação/Lide

    Marun esteve em Nova York para participar de evento de empresa ligada a Doria

    Marun esteve em Nova York para participar de evento de empresa ligada a Doria

No momento em que os nomes cotados no MDB para disputar a Presidência aparecem mal colocados nas pesquisas e que o presidente Michel Temer se aproxima do pré-candidato Geraldo Alckmin (PSDB), o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) disse, nesta quarta-feira (16), que o MDB só apoiará um candidato que defenda o atual governo. "Senão vamos [com candidato próprio] para a eleição."

"Nós fizemos esse impeachment juntos. Nós --população, classe média, empresários-- fomos às ruas. Nós governamos juntos, fizemos um governo de coalização, obtivemos êxito juntos. Então não vamos aceitar quem diz que é candidato e diz que não é governo, se alguém quiser ter o nosso apoio, do MDB, o maior partido do país. Senão vamos para a eleição", disse, mencionando os pré-candidatos Temer e o ex-ministro Henrique Meirelles (MDB).

Marun fez o comentário em Nova York, onde foi convidado para discursar sobre oportunidades de investimentos no Brasil.

Ele e o juiz federal Sergio Moro foram os palestrantes da quarta edição do Lide Brazilian Investment Forum, evento realizado pela empresa ligada à família de João Doria (PSDB), ex-prefeito de São Paulo e pré-candidato ao governo do estado.

 O evento contou com empresários e banqueiros, como como Benjamin Steinbuch (CSN), Ricardo Diniz (Bank of America), Michel Klein (Casas Bahia), Sidney Klajner (Hospital Israelita Albert Einstein) e Fabio Camargo (Delta Airlines).

 Marun apresentou dados que mostram a recuperação da economia, como o PIB, e falou da importância do agronegócio nesse cenário.

O ministro também elogiou medidas do governo Temer, como a intervenção no Rio de Janeiro e a criação do Ministério da Segurança Pública.

"Não vai acabar com a criminalidade no Rio e nem no país, mas ajuda na recuperação da credibilidade das autoridades", disse. Para ele, isso também é importante para atrair os investidores estrangeiros.

Questionado se os empresários deveriam esperar o fim das eleições presidenciais para investir, ele ironizou que, infelizmente, não tem dinheiro para isso. "Para quem tem, eu diria para investir hoje à tarde".

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

UOL Newsletter

Para começar e terminar o dia bem informado.

Quero Receber

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos