Em artigo, Lula explica por que quer ser candidato

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/Twitter

    Artigo foi publicado na edição desta quinta (17) no jornal francês Le Monde

    Artigo foi publicado na edição desta quinta (17) no jornal francês Le Monde

Em artigo publicado nesta quinta-feira (17) no jornal francês "Le Monde", o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) justifica a manutenção de sua candidatura, apesar de sua prisão, por ela ser "uma proposta de reencontro do Brasil com o caminho de inclusão social, diálogo democrático, soberania nacional e crescimento econômico". A versão em português foi publicada no site do petista.

No artigo "Porque eu quero voltar a ser presidente", Lula relembra sua trajetória política e seu governo, volta a dizer que é inocente e afirma que as eleições "só serão democráticas se todas as forças políticas puderem participar de forma livre e justa".

O jornal francês não explica como conseguiu o artigo. Preso desde 7 de abril, após ser condenado no caso do tríplex a 12 anos e um mês de prisão, Lula tem recebido a visita de advogados, familiares e políticos do PT.

"Sou candidato a presidente do Brasil, nas eleições de outubro, porque não cometi nenhum crime e porque sei que posso fazer o país retomar o caminho da democracia e do desenvolvimento, em benefício do nosso povo", começa o artigo.

O petista também se compara ao atual presidente, Michel Temer (MDB). "Terminei meus mandatos com 87% de aprovação popular. É o que o atual presidente do Brasil, que não foi eleito, tem de rejeição hoje."

Mas meus problemas são pequenos perto do que sofre a população brasileira

Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente

Condenado em segunda instância, Lula, em tese, está enquadrado na Lei da Ficha Limpa e deve ser impedido de disputar a eleição deste ano. Apesar disso, tanto ele quando o PT mantêm sua pré-candidatura.

No texto, o petista lembra que lidera todas as pesquisas de intenção de votos e diz que sua prisão é uma tentativa de impedir que se candidate novamente.

"Um juiz notoriamente parcial me condenou a 12 anos de prisão por 'atos indeterminados'. Alega, falsamente, que eu seria dono de um apartamento no qual nunca dormi, do qual nunca tive a propriedade, a posse, sequer as chaves", escreveu Lula.

"Para me prender, e tentar me impedir de disputar as eleições ou fazer campanha para o meu partido, tiveram que ignorar a letra expressa da constituição brasileira, em uma decisão provisória por apenas um voto de diferença entre 11 na Suprema Corte."

Lula se referiu a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que negou um pedido de habeas corpus que pedia que ele não fosse preso por seis votos a cinco. A Corte manteve o entendimento que autoriza a prisão de um condenado em segunda instância.

"Eu já fui presidente e não estava nos meus planos voltar a me candidatar. Mas diante do desastre que se abate sobre povo brasileiro, minha candidatura é uma proposta de reencontro do Brasil com o caminho de inclusão social, diálogo democrático, soberania nacional e crescimento econômico, para a construção de um país mais justo e solidário, que volte a ser uma referência no diálogo mundial em favor da paz e da cooperação entre os povos", termina o texto.

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