Alckmin elogia Maia e faz aceno direto ao DEM: "É tudo o que nós queremos"

Janaina Garcia

Do UOL, em São Paulo

  • Carine Wallauer/UOL

    23.mai.2018 - Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência

    23.mai.2018 - Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência

O pré-candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, fez um aceno direto ao DEM nesta quarta-feira (13), durante agenda em Santa Catarina, com um afago explícito a seu presidenciável, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ).

"Respeitamos o DEM, e Rodrigo Maia é um bom quadro da nova geração. Enquanto [o partido] tiver candidato, não tem nenhum problema. Se pudermos estar juntos lá na frente, é tudo o que nós queremos", disse.

O aceno ocorre no momento em que Maia tem recebido elogios de outro pré-candidato interessado na aliança com o DEM: o pedetista Ciro Gomes.

Em Florianópolis, o tucano participou do "Congresso de Prefeitos - Cidades para Pessoas, Soluções para Municípios", evento em que defendeu ações para geração de emprego e renda, além de medidas para educação e segurança.

O DEM é cobiçado por PDT e PSDB sobretudo pelo tempo de TV que o partido pode assegurar na campanha. A sigla é dona de uma das maiores bancadas do Congresso (só na Câmara, com 43 deputados, é a quinta maior).

Ontem, na capital paulista, em evento da Força Sindical, Ciro negou que estivesse negociando com o DEM, mas afirmou que não "haveria dificuldades" em estabelecer um "entendimento" com Maia devido à "velha amizade" entre ambos.

Estagnado nas pesquisas eleitorais mais recentes e com dificuldades de crescimento também nem São Paulo, estado que governou nos últimos oito anos, Alckmin afirmou hoje também que "as alianças estão caminhando bem, temos além do PSDB mais 4 partidos encaminhados" e criticou a atual fragmentação partidária no Brasil.

"A política brasileira piorou. Tem muito pequena e média empresa mantida por dinheiro público", sugeriu, em referência a "35 partidos, 35 ideologias". "Em política a gente não obriga, a gente conquista. Mas a campanha vai começar mesmo depois do horário no rádio e na TV", repetiu.

No último levantamento do Datafolha, divulgado domingo (11), o tucano aparece com 7% das intenções de voto em cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso desde o último dia 7 após ser condenado na operação Lava Jato. Já Ciro oscila entre 10% e 11%, e Maia, entre 1% e 2%.

Maia diz que não pode restringir diálogo

Hoje, em evento da Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV), Maia afirmou que uma aliança com o PDT não é "a maior probabilidade". Por outro lado, ressalvou que, como partido do centro do espectro político, não pode restringir diálogo.

"É a maior probabilidade do DEM? Claro que não é. Mas se criamos este ambiente chamado centro, que nunca existiu, se a gente restringe o diálogo com A, B ou C, não é mais centro", disse.

Em palestra na entidade, o parlamentar ainda elogiou Ciro, a quem não descartou como "opção clara no segundo", dependendo dos cenários, e destacou a parceria com seu grupo político e o do pedetista no Rio.

No domingo (11), o pré-candidato do DEM dissera que, em caso de desistência de participar da disputa pelo Planalto, o caminho "natural" e mais provável seria procurar o PSDB para uma aliança, ainda que não descartasse conversas com outros partidos.

"O natural, se a minha decisão e a do partido for, lá para o início da primeira quinzena do mês de julho, for não disputar a eleição, o mais provável é que a gente tenha uma conversa primeiro com o PSDB", declarou, ao ser questionado sobre eventual aproximação do DEM com o presidenciável do PDT. "Não que outras conversas não possam existir e não possam levar o partido para uma outra aliança", completou. (Com Estadão Conteúdo)

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