O que os presidenciáveis disseram sobre as decisões da Segunda Turma do STF

Do UOL, em Brasília

Os resultados de julgamentos ocorridos na sessão desta terça-feira (26) na 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), responsável pelos processos da Operação Lava Jato, deram o que falar entre os pré-candidatos à Presidência da República.

Relator das ações da Lava Jato, o ministro Edson Fachin teve sua posição derrotada e foi voto vencido em cinco processos ligados a investigações de corrupção.

Entre as decisões que o contrariaram estão a revogação da prisão do ex-ministro José Dirceu (PT) e a anulação da busca e apreensão realizada na casa da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e do marido dela, Paulo Bernardo, além do trancamento da ação penal contra o deputado estadual Fernando Capez (PSDB-SP).

Bolsonaro

O deputado federal Jair Bolsonaro, pré-candidato do PSL à Presidência da República, optou por fazer uma manifestação indireta sobre o tema, por meio de um retuíte. O presidenciável compartilhou uma mensagem e um post do site "Crítica Nacional", segundo o qual a soltura de Dirceu "foi na verdade um golpe de uma minoria de ministros contra a jurisprudência e a maioria do plenário da corte".

O comentário sustenta ainda que a decisão "não poderá em hipótese alguma estender-se ao chefe criminoso petista", referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que lidera as pesquisas eleitorais e é alvo de intensa oposição de Bolsonaro.

Marina Silva

A ex-senadora e ex-ministra Marina Silva, pré-candidata pela Rede, não citou a 2ª Turma diretamente, mas publicou um vídeo em suas redes sociais na manhã desta quarta-feira (27) em que disse ser a favor da prisão em segunda instância, da Lei da Ficha Limpa, do fim do foro privilegiado e do fim da reeleição.

Alvaro Dias

Já o pré-candidato pelo Podemos, Alvaro Dias, afirmou, na sua página no Facebook, que alterar entendimento sobre a prisão em segunda instância é "dar um tiro mortal na luta contra o crime e contra a corrupção". Ele então apontou que, se o STF alterar a jurisprudência, presos "corruptos, traficantes, assassinos, ladrões, pedófilos" também serão liberados.

No início da tarde desta quarta, a assessoria de Alvaro Dias publicou uma charge ironizando três dos ministros que integram a 2ª Turma: Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. 

Boulos

Pré-candidato do PSOL, o ativista Guilherme Boulos também usou o Twitter nesta terça para comentar a sessão da 2ª Turma do Supremo, mas escolheu outro processo como alvo.

"STF mandou arquivar processo contra o deputado [estadual] Fernando Capez [PSDB-SP], acusado na máfia da merenda, que desviou recursos das escolas em São Paulo. Mais um tucano salvo pelo judiciário brasileiro", escreveu o coordenador nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), que não se manifestou sobre os outros casos julgados.

Por 3 votos a 1, o colegiado decidiu, na prática, suspender a tramitação da ação pelo entendimento de que ela não reúne condições jurídicas para ter prosseguimento.

Lula

Preso desde 7 de abril, Lula é o pré-candidato do PT à Presidência e ainda não se manifestou sobre a decisão do Supremo. Ele foi condenado pela Lava Jato pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá (SP).

A Executiva Nacional do PT, por sua vez, já divulgou nota criticando o fato de o ministro Fachin ter retirado o recurso de Lula da pauta da 2ª Turma e o enviado ao plenário da Corte, classificando a ação de "manobra" e comparando-a a práticas da ditadura militar.

No texto, o partido afirma que o magistrado "já deu demonstrações de sobra de que atua deliberadamente para impedir a tramitação natural dos recursos do ex-presidente Lula contra sua prisão injusta e arbitrária". 

Outros candidatos

O pré-candidato pelo PSDB, Geraldo Alckmin, deu entrevista na manhã desta quarta a uma rádio na qual foi questionado se apoia a Lava Jato. O tucano respondeu positivamente e defendeu a prisão de corruptos, mas não citou casos específicos.

Ciro Gomes, do PDT, também deu entrevista a uma rádio, mas não foi questionado sobre o assunto nem se posicionou sobre o assunto nas redes sociais.

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