DEM faz consulta interna sobre quem apoiar ao Planalto caso Maia desista

Daniela Garcia

Do UOL, em São Paulo

  • Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Deputado federal e presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)

    Deputado federal e presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)

O DEM começou a fazer uma consulta interna sobre quem o partido deve apoiar na disputa à Presidência da República caso o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), retire sua pré-candidatura. Entre os nomes cotados estão Alvaro Dias (Pode), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo o deputado federal Mandetta (MS), está em curso uma pesquisa qualitativa e quantitativa, cujo resultado deverá ser divulgado na próxima quarta-feira (4) em reunião da Executiva Nacional, em Brasília.

A partir dessa primeira consulta, seria possível eliminar uma ou duas opções antes de realizar uma votação entre os 57 membros da comissão, composta por senadores, deputados e suplentes. "A ideia é pautar a votação pela pesquisa", diz Mandetta. "Não vai ter voto nominal. A tendência é que quem tiver menos [apoio] sai. É igual escolher Papa, tem que ter consenso", acrescenta.

Vice-presidente da fundação do partido, Mandetta é um dos responsáveis pela consulta interna. Também estão nessa missão ACM Neto, prefeito de Salvador e presidente nacional da sigla, e o deputado federal José Carlos Aleluia (BA), presidente da Fundação Liberdade e Cidadania, órgão associado ao Democratas.

A definição sobre quem seria o eventual pré-candidato apoiado pelo DEM deve desenrolar as alianças estaduais, afirma Mandetta. "Precisamos de um consenso. Os estados não aguentam mais a indefinição da [Executiva] nacional".

Entre maio e junho deste ano, ACM Neto e Rodrigo Maia se reuniram com diversos presidenciáveis, como Alckmin, Alvaro Dias, Ciro e Flávio Rocha (PRB). Não há registros de conversas com Bolsonaro.

Na avaliação do deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), o DEM está longe de um consenso, mas ele aposta que uma maioria sustente o nome de Bolsonaro. Segundo o parlamentar, as bandeiras defendidas por ele coincidem com os anseios conservadores do eleitorado do DEM.

Cavalcante também faz uma previsão de que o apoio a Bolsonaro possa crescer, caso seja anunciada a união do presidenciável com o PR. "Se o Bolsonaro anunciar nas próximas semanas que o vice [presidente] dele vem do PR, e que vai levar o tempo de TV do PR, vai gerar uma onda Bolsonaro no DEM. Poder atrai poder", afirma.

O UOL consultou a campanha de Rodrigo Maia para saber como ele avalia a pesquisa interna do partido, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Em evento de apresentação da pré-candidatura de José Luiz Datena ao Senado (DEM-SP), nesta quinta, em São Paulo, Maia minimizou a pesquisa interna – "há 20 anos que a gente faz isso" – e se negou a comentar as variáveis dela.

O parlamentar alegou que prometera à bancada do PSDB "não comentar publicamente dinâmicas de pesquisa" para que isso não represente apoio a um ou outro candidato.

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