Após apoio do centrão a Alckmin, Aldo Rebelo desiste de candidatura

Gustavo Maia

Do UOL, em Brasília

Em decisão já esperada diante do apoio de seu partido ao presidenciável tucano Geraldo Alckmin, oficializado pela manhã, o ex-ministro Aldo Rebelo (Solidariedade) anunciou na tarde desta quinta-feira (26) a retirada de sua pré-candidatura à Presidência da República.

"Considero cumprida a minha missão e prosseguirei defendendo os sagrados interesses da nação, os direitos do povo e a democracia brasileira", declarou, em vídeo publicado em suas redes sociais.

Aldo está entre os cotados para ser vice de Alckmin e foi elogiado pelo ex-governador de São Paulo na entrevista coletiva que oficializou o apoio dos partidos do chamado "centrão". Além do Solidariedade, PR, PRB, PP e DEM se juntaram ao PSDB.

Ex-ministro dos governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rebelo foi chamado pelo tucano de "grande líder" e "grande brasileiro". Segundo o presidenciável, ele também reúne as "condições de ser o candidato".

Rebelo foi filiado ao PCdoB (Partido Comunista do Brasil) por 40 anos e teve uma rápida passagem pelo PSB (Partido Socialista do Brasil), que trocou esse ano pelo Solidariedade de Paulinho da Força para concorrer ao Palácio do Planalto.

Em resposta a uma usuária do Twitter, depois de anunciar a desistência, disse não estar "tentando ser vice de nenhum candidato".

No vídeo, ele citou sua jornada de pré-candidato à Presidência da República, na qual defendeu "a retomada do crescimento da economia do Brasil como a base para a solução grave crise que enfrentamos, destacadamente a crise do desemprego".

"Defendi também a redução das desigualdades e defendi a valorização da democracia brasileira", afirmou Rebelo.

A pré-candidatura de Aldo foi lançada no dia 16 de abril, com a promessa de "pacificar esquerda e direita". O Solidariedade é presidido pelo deputado federal Paulo Pereira, o Paulinho da Força, um dos líderes do movimento que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma.

Rebelo deixou o PSB por conta da filiação do ex-ministro e ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa, que era cotado para concorrer ao Palácio do Planalto pelo partido socialista, mas desistiu em maio.

Em entrevista ao UOL, há pouco mais de dois meses, ele disse achar que a divisão do país entre esquerda e direita é "falsa"

"É artificial e não consegue nem explicar e nem propor uma saída para o Brasil. Há uma agenda que é capaz de unir forças amplas que estão naturalmente acima deste espectro ideológico que muitas vezes tem dividido uma parte da sociedade. A saída para o país pode e deve reunir amplas forças políticas, sociais, econômicas", apontou o então presidenciável.

Naquele momento, 21 dos 35 partidos brasileiros tinham pré-candidatos ou interessados em disputar a Presidência. Para Rebelo, essa "pulverização" iria diminuir até o fim de julho, quando haveria "uma rearrumação de forças".

No período em que esteve como pré-candidato, Aldo pontuou em apenas um cenário em pesquisas eleitorais --obteve 1% em um levantamento realizado pelo Datafolha nos dias 6 e 7 de junho.

Rebelo se junta a outros desistentes como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), que anunciou nesta quinta a intenção de se reeleger como deputado federal, e o empresário Flávio Rocha (PRB).

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