Ciro critica PT por atrapalhar aliança com PSB: "soluções de gabinete"

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, criticou nesta segunda-feira (6) o PT por ter atrapalhado a aliança de seu partido com o PSB e chamou as negociações de "soluções de gabinete".

Ele também criticou coligações formadas com siglas que classificou de "velhas estruturas" em referência ao candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Este fechou coligação junto a outros oito partidos, a maioria do chamado "centrão".

"Diante desse fenômeno socioeconômico grave com a nossa população mais pobre, parece que as velhas estruturas tradicionais da política brasileira não aprenderam nada. É uma coisa impressionante como a gente assiste soluções de gabinete que acintosamente desrespeitam a mínima regra de que palavra dada é para ser cumprida", declarou.

"Dali [de gabinetes] jogando cartas e excluindo da população candidaturas como o da Marília Arraes, como de Márcio Lacerda, assim, dois anos depois que as pessoas estimuladas pelos seus partidos foram se preparando", acrescentou.

O PDT vinha negociando junto ao PSB uma aliança nacional para a corrida ao Palácio do Planalto. No entanto, após ações do PT comandadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PSB preferiu se declarar neutro. O ato consistiu em um revés na candidatura de Ciro, pois, com a presença do PSB na coligação, esperava avançar nos votos do eleitorado de esquerda.

Uma das condições do trato entre PT e PSB foi a desistência das candidaturas de Marília Arraes (PT) ao governo de Pernambuco e de Márcio Lacerda (PSB) ao governo de Minas Gerais. No final, o PDT só conta formalmente com o apoio do Avante.

Márcio Lacerda, no entanto, decidiu enfrentar a executiva do PSB e diz que irá em frente com a candidatura.

Ciro Gomes aproveitou o ato do PDT nesta segunda para atacar o que chamou de "velhas estruturas" e as movimentações no período pré-campanha, com destaque para os petistas e tucanos.

"Você vai encontrar lá no fim as estruturas todas ao redor de uma confrontação que tem feito muito mal ao Brasil. Essa confrontação amesquinhada do PT e do PSDB", declarou, ao dizer ainda que os primeiros colocados nas pesquisas eleitorais -- Lula e Jair Bolsonaro (PSL) -- estão isolados nos respectivos partidos.

A candidata a vice-presidente na chapa de Ciro, Kátia Abreu (PDT), oficializada nesta segunda, admitiu que gostaria que o PDT contasse com mais partidos na coligação, o que não foi possível, mas estará junto a Ciro nas "tempestades" e no "céu limpo". A senadora afirmou que a chapa fará uma campanha respeitosa sem atacar adversários nem trazer à tona malfeitos anteriores.

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