Haddad diz ao TSE que seu patrimônio encolheu 36% em seis anos

Luiz Alberto Gomes

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/TSE

Fernando Haddad, candidato à Presidência da República pelo PT, afirmou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que seu patrimônio teve uma redução de 36% desde que foi eleito à Prefeitura de São Paulo, em 2012. Em valores corrigidos pela inflação, o petista perdeu R$ 241.836 em seis anos. Segundo informações fornecidas por sua candidatura, Haddad tem hoje R$ 428.451 em bens.

Em 2012, o valor do patrimônio do ex-prefeito era de R$ 670.287. O petista, que também é professor universitário, é o nono dos 13 candidatos à Presidência com maior patrimônio. João Amoêdo (Novo) lidera a lista, com R$ 425 milhões declarados.

Os bens informados por Haddad em 2018 são uma casa no valor de R$ 183 mil; um apartamento de R$ 90 mil; depósito bancário em conta corrente de R$ 15.004,83; e quotas e quinhões de capital (participações em empresas ou ações) que somam R$ 140.446,26. O candidato não seguiu recomendação do TSE que determina o detalhamento dos bens.

Em 2016, quando Haddad disputou a reeleição em São Paulo, o seu patrimônio já apresentava queda. Naquele ano, ele declarou ter R$ 479.950, em valores corrigidos pela inflação.

Procurada, a assessoria do candidato ainda não se manifestou.

Após deixar a Prefeitura de São Paulo, em 2016, o ex-prefeito lançou uma vaquinha virtual para pedir ajuda com os custos da campanha na qual  derrotado ainda no 1° turno por João Doria (PSDB-SP). Haddad também se licenciou por dois anos da USP (Universidade de São Paulo) para trabalhar no Insper, faculdade privada que atua nas áreas de negócios, economia, direito e engenharia.

Haddad foi oficializado candidato do PT à Presidência nesta terça-feira (11), em Curitiba. Com "bênção" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso desde 7 de abril, a Executiva do partido aprovou o nome do ex-ministro da Educação para a chapa. A troca foi feita no último dia do prazo estabelecido pelo TSE após vetar Lula na eleição.

Na última pesquisa Datafolha, divulgada na segunda-feira (10), Haddad aparece com 9% das intenções de voto. Com a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o petista está tecnicamente empatado com Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB) em 2° lugar. Líder, Jair Bolsonaro tem 24% das intenções de voto.

Bens de Manuela D'Ávila também encolhem

Fátima Meira/FuturaPress/Estadão Conteúdo
A deputada Manuela D'Ávila, vice do presidenciável Fernando Haddad
Vice na chapa de Haddad, a deputada estadual Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) declarou ter R$ 94.590,85. Os valores são a soma de um terreno de R$ 90 mil e de investimentos em um fundo de curto prazo de R$ 4.590,85.

Na eleição de 2014, a comunista tinha R$ 195.710,07 (valor corrigido pela inflação no período), com um terreno de R$ 90 mil e uma poupança no Banco do Brasil que somava R$ 94.287,30. Em quatro anos, a candidata perdeu R$ 101.119,22.

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