Em manhã após cirurgia, filho diz que Bolsonaro é 'forte como um cavalo'

Luciana Quierati e Gustavo Maia

Do UOL, em São Paulo

  • Foto: Reprodução / Redes Sociais de Flávio Bolsonaro

    Presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) foi submetido no final da noite desta quarta (12)

    Presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) foi submetido no final da noite desta quarta (12)

Um dos filhos do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), o vereador Carlos Bolsonaro, que passou a madrugada no hospital, disse na manhã desta quinta-feira (13) nas redes sociais que o pai passa bem após a cirurgia a que foi submetido no final da noite desta quarta (12).

"Noite delicada, mas 100% contornada. O velho é forte como um cavalo. Não é à toa que seu apelido de Exército é 'cavalão', disse o vereador.

O candidato passou por uma cirurgia de emergência de pouco mais de uma hora na noite devido a um problema no intestino. Ele precisou ser reencaminhado para a UTI após o procedimento, que, segundo os médicos, for realizado com sucesso.

Carlos aproveitou e agradeceu à equipe médica. "Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de enfermagem; estou vendo de perto o trabalho dessas pessoas desde o início e só temos a agradecer!", disse. Não houve visitas ao presidenciável durante a madrugada.

Em entrevista a uma rádio do Rio na manhã desta quinta-feira, Flávio Bolsonaro (PSL) disse que o pai voltou "à estaca zero". "Praticamente tiveram que abrir ele de novo, é como se ele tivesse voltado à estaca zero. Óbvio que ele não está como chegou ao hospital [em Minas Gerais], quase morto, mas voltou à UTI. Abriram de novo porque poderia dar uma infecção ou algo do tipo", declarou.

De acordo com boletim médico divulgado às 23h pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, o deputado federal e candidato à Presidência apresentou uma distensão abdominal progressiva e náuseas, sendo submetido a uma tomografia do abdômen. O exame evidenciou a presença de aderência - uma espécie de faixa de tecido humano - obstruindo o intestino delgado, e os médicos optaram por realizar a cirurgia.

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Bolsonaro está internado no Einstein desde o dia 7 de setembro, para onde foi transferido após ser atendido inicialmente na Santa Casa de Juiz de Fora (MG) no dia anterior, vítima de uma facada durante um ato de campanha.

Em visita ao hospital por volta das 7h30, o deputado federal Major Olímpio, presidente do diretório do PSL e candidato ao Senado, disse que a principal preocupação dos aliados é com a recuperação do presidenciável.

"Agora [ficam] as nossas expectativas e orações para que haja a estabilidade com o Bolsonaro e ele prossiga na reabilitação", declarou.

Instado a comentar os possíveis efeitos da nova cirurgia para a campanha, ele disse que quem vai definir o que candidato vai fazer é a equipe médica, e não o calendário eleitoral.

O deputado federal disse ainda que todos os prognósticos feitos com relação à possibilidade de alta hospitalar dependem agora da evolução do quadro clínico, porque "logicamente houve uma nova intervenção cirúrgica".

O parlamentar não encontrou Bolsonaro e disse que não deve entrar na UTI, já que os médicos recomendam repouso e isolamento ao paciente, para evitar riscos de infecção.

O presidente em exercício do PSL, Gustavo Bebianno, que acompanha o candidato no Albert Einstein, afirmou em entrevista coletiva que Bolsonaro estava passando mal desde a noite de terça (11), com dores abdominais, náuseas e vômito. Ele pediu orações para o deputado e chamou de "atentado político" o ataque a faca contra Bolsonaro.

A mulher do presidenciável, Michelle, já tinha deixado o hospital, mas voltou às pressas quando soube da emergência. Além dela e de Bebianno, também estão no Albert Einstein um dos filhos de Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), e seguranças do candidato.

Ataque, cirurgia e evolução

Bolsonaro foi esfaqueado durante um ato de campanha na última quinta-feira (6), em Juiz de Fora. Uma veia abdominal e os dois intestinos foram atingidos. No mesmo dia, ele passou por uma cirurgia de cerca de duas horas na Santa Casa da cidade, sendo transferido para São Paulo na manhã seguinte.

Uma outra cirurgia já estava prevista, para retirar a espécie de bolsa que foi acoplada ao intestino do político, mas não há previsão para que esse procedimento ocorra. Inicialmente, a expectativa dos médicos era de que ele deveria ficar internado entre uma semana e 10 dias.

Ao longo da semana, o presidenciável demonstrou sinais de evolução e passou nesta terça-feira da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para uma unidade de cuidados semi-intensivos.

Também ontem, os médicos iniciaram a reintrodução alimentar, mas a alimentação oral foi suspensa hoje (12) devido ao surgimento de uma distensão abdominal.

O boletim médico divulgado pelo hospital por volta das 18h30 desta quarta-feira informou que Bolsonaro estava em situação estável, sem alterações no quadro clínico nas 12 horas anteriores.

Bolsonaro lidera as principais pesquisas de intenções de voto para o Planalto. No Ibope divulgado nesta terça-feira (11), ele apareceu com 26% das intenções de voto.

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