'Amarelou' após ameaça, diz Paes sobre Witzel, que rebate: 'não tenho medo'

Gabriel Sabóia e Luis Kawaguti

Do UOL, no Rio

O primeiro debate do segundo turno para o governo do Rio de Janeiro começou com troca de acusações entre Eduardo Paes (DEM) e Wilson Witzel (PSC). O encontro, realizado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) em parceria com o Grupo Bandeirantes, aconteceu nesta quinta-feira (11).

Logo na primeira pergunta dirigida ao adversário, Paes citou o fato de Witzel ter pedido transferência do Espírito Santo para o Rio de Janeiro, em 2011, quando o candidato era juiz federal. "Você chegou a dizer que os bandidos te venceram. Com todo respeito, o senhor deu uma 'amarelada'. Como a população pode acreditar em um governador que tem medo do crime?", questionou.

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Witzel começou a sua resposta lembrando que foi fuzileiro naval e prometeu uma política severa de enfrentamento ao tráfico de drogas. "Você não sabe nada da minha vida, Paes. Eu já peguei em fuzis e não tenho medo da morte. No meu governo, bandido de fuzil será abatido", respondeu.

Em sua tréplica, o democrata citou o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e fotos que circulam nas redes sociais, que indicam um estreitamento nas relações entre Witzel e o advogado Luiz Carlos Azenha, conhecido por ter feito a defesa do traficante Nem da Rocinha e o transportado dentro da mala de um carro, durante uma fuga do traficante, interceptada pela polícia em 2011.

"O Bolsonaro tem credibilidade para falar sobre violência, você não. Conheceu ele ontem e está repetindo o que ele diz. É amigo do advogado do Nem e o proibiu de falar em seu nome, logo ele, que caminhou ao seu lado no primeiro turno inteiro", disse o democrata.

Witzel afirmou que Azenha foi seu aluno e que não mantém intimidade com ele, apesar de conhecê-lo, e provocou o adversário: "você, quando saiu da prefeitura foi morar em Nova Iorque. Sabe o que é fugir do Rio", completou.

Paes pediu então o primeiro direito de resposta do debate. "Morei em Washington e Nova York nesse período. Estava sustentando a minha família. Eu não procurei emprego em partido político. Tive, sim, uma bela remuneração na iniciativa privada. Você que teve medo do crime organizado", completou.

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