No RJ, Witzel associa Paes a Cabral, e ex-prefeito do Rio diz que não é réu

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio

  • FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO

    Paes (à esq.) e Witzel (à dir) em debate na quinta-feira (11)

    Paes (à esq.) e Witzel (à dir) em debate na quinta-feira (11)

O horário eleitoral gratuito veiculado no rádio às 7h10 desta sexta-feira (12) foi marcado por acusações entre os candidatos ao governo do estado do Rio de Janeiro. O ex-juiz federal Wilson Witzel (PSC) iniciou a propaganda destacando a relação do adversário Eduardo Paes (DEM) com o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral – preso pela operação Lava Jato. Paes, ex-prefeito do Rio, usou o espaço para se defender.

Witzel mencionou os 12 anos do PMDB à frente do estado e citou outros políticos do partido, como Jorge Picciani (ex-presidente da Alerj) e Paulo Melo (deputado estadual), também detidos.

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"O PMDB passou 12 anos assaltando o governo. Agora vem disfarçado de democrata, mas todo mundo conhece o Paes. Amigo de Cabral que comandava esquema de desvio de dinheiro, amigo do Picciani que corrompia e dava sustentação a Alerj. Todos amigos do Pezão [atual governador do Rio] cuja gestão desastrosa prejudicou nosso povo", diz Wilson Witzel no primeiro programa eleitoral do segundo turno.

O ex-juiz federal ainda aproveitou o espaço para destacar o dobro da votação que teve em relação a Eduardo Paes no primeiro turno e deu ênfase ao fato de ser um nome novo na política "sem processos no currículo e sem suspeitas de corrupção".

Já o candidato do DEM, Eduardo Paes, abriu a propaganda agradecendo os votos que recebeu no primeiro turno e destacando a tentativa do adversário de associar seu nome à corrupção. Eduardo Paes aproveitou para se defender: "Não sou réu em nenhuma ação. Nunca fiz parte de qualquer esquema de corrupção".

O candidato do DEM ainda reuniu depoimentos de artistas que destacaram suas qualidades, como Deborah Colker, Francisco Bosco, Alcione e Neguinho da Beija Flor.

Eduardo Paes aproveitou ainda para lembrar o eleitor do trabalho realizado enquanto prefeito do Rio de Janeiro e enumerou os problemas na atual gestão, sem citar Marcelo Crivella do PRB (atual prefeito).

"Saúde básica não é mais a mesma. Servidores recebiam até 14º salário e agora correm o risco de não receber o 13º. Vale a pergunta: quem é o candidato? Qual sua experiência em gestão?"

A propaganda política de Paes ainda aproveitou para ironizar o episódio em que Witzel disse que poderia mandar prendê-lo. 

"Cadê a carteira?", encerrou a propaganda na voz de um "eleitor".

O candidato Wilson Witzel teve 3.154.771 (41,28%) dos votos válidos e Eduardo Paes, 1.494.831 votos (19,56%) para o governo do Rio.

Veja a íntegra do debate (parte 1)

Veja a íntegra do debate (parte 2)

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