ESCÂNDALOS NO CONGRESSO

37. Senadores dispensam funcionários de bater ponto

Data de Divulgação

4.mai.2011

O escândalo

Mais da metade dos funcionários de gabinetes pessoais de senadores em Brasília não precisa bater ponto, noticiou "O Estado de S. Paulo" em 4.mai.2011. A medida beneficia pelo menos 1.618 dos 3.082 servidores lotados nos gabinetes dos senadores, dos líderes e da Mesa Diretora da Casa. Os números constam do Portal da Transparência do Senado, informou o jornal.

"O dado reforça que os senadores são os principais responsáveis pela baixa efetividade do sistema de ponto eletrônico", afirmou a reportagem. O jornal lembra que o ponto eletrônico foi implantado em 2010 para enrijecer o controle de frequência.

Em 2011, este Monitor de Escândalos publicou outro caso relacionado ao ponto do Senado: o de funcionários que registram presença e vão embora em seguida.
 
Segundo o "Estado", os funcionários liberados do ponto não têm direito a receber hora extra. Dos 81 senadores, apenas 11 não liberaram servidores de seus gabinetes pessoais.

Ivo Cassol (PP-RO) é o senador que mais liberou funcionários do controle de presença: 34 dos 47 funcionários de seu gabinete pessoal não precisam bater ponto. Em segundo, aparece Gim Argello (PTB-DF): liberou 32 de seus 42 funcionários.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), dispensou 9 dos 26 funcionários de seu gabinete pessoal, informou o "Estado". O segundo vice-presidente da Casa, Wilson Santiago (PMDB-PB), liberou 27 dos 30 servidores da Segunda Vice-Presidência. João Ribeiro (PR-TO), segundo secretário da Mesa, João Vicente Claudino (PTB-PI), terceiro secretário, Ciro Nogueira (PP-PI), quarto secretário, e Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), suplente da Mesa, também liberaram funcionários dos gabinetes correspondentes a suas funções.

Eduardo Braga (PMDB-AM), de acordo com o "Estado", é o único senador a ter liberado todos os servidores de seu gabinete pessoal em Brasília. Romero Jucá (PMDB-RR), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Lídice da Mata (PSB-BA), Gilvam Borges (PMDB-AP) e Ciro Nogueira (PP-PI) só mantém um servidor obrigado a bater o ponto cada.

Romero Jucá, líder do governo, além de liberar servidores de seu gabinete, liberou os da Liderança do governo. "A liberação de servidores em lideranças acontece também no PDT, PP, PR, PSB, PT, PTB, PC do B, PSDB, PSOL e PV", revelou a reportagem.

Outro lado
Segundo a reportagem do "Estado" o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse que a decisão de dispensar funcionários da obrigação de bater ponto foi de seu chefe de gabinete. Ele afirmou, segundo o jornal, que todos os servidores cumprem a jornada de trabalho normalmente.

O que aconteceu?

Nada.

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