O que levou o processo de Cunha a ser o mais longo do Conselho de Ética?
Felipe Amorim
Do UOL, em Brasília
O processo de cassação do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) chega à sua reta final como o mais longo que já tramitou no Conselho de Ética da Câmara e ameaçado por novas manobras de aliados do peemedebista que podem dificultar sua punição - já se passaram oito meses desde que a representação contra ele foi apresentada.
Cunha e seu advogado de defesa no conselho, Marcelo Nobre, têm negado veementemente a realização de "manobras" com o objetivo de atrasar o processo, e dizem se valer apenas do direito de defesa do deputado.
Desde que começou a tramitar na Câmara, em outubro do ano passado, a representação contra Cunha sofre críticas por usar procedimentos que atrasam seu andamento.
O peemedebista é réu no STF (Supremo Tribunal Federal) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por suspeita de ter recebido US$ 5 milhões de propina no petrolão. Cunha nega a acusação e diz que não há provas contra ele.
Veja as principais reviravoltas e atos que contribuíram para retardar o desfecho da ação no Conselho de Ética.
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