Corpo-a-corpo domina reta final de campanha na Câmara dos Deputados

Iolando Lourenço
Da Agência Brasil
Em Brasília

Na reta final, a campanha pela presidência e pelos demais cargos da nova Mesa Diretora da Câmara dos Deputados está sendo feita corpo-a-corpo. Os quatro candidatos à presidência - Michel Temer (PMDB-SP), Ciro Nogueira (PP-PI), Aldo Rebelo (PcdoB-SP) e Osmar Serraglio (PMDB-PR) - e suas equipes de coordenação telefonam para cada um dos deputados para pedir votos e reafirmar suas propostas de campanha.

Desde o início desta semana, os quatro candidatos estão em Brasília renovando os contatos com os colegas e fazendo as contas dos votos que esperam ter na eleição, prevista para a tarde da próxima segunda-feira (2). Michel Temer recebeu o apoio formal de 14 partidos, o que representa cerca de 430 deputados, embora isso não se traduza automaticamente em votos.

Como a votação é secreta e nenhum partido fechou questão em favor da candidatura Temer, os outros três postulantes contam com o fator "traição" para levar a decisão para o segundo
turno. Para ser eleito em primeira votação, o candidato precisa ter maioria absoluta, ou seja, metade mais um dos votos. Se nenhum deles, obtiver essa maioria, realiza-se nova votação e é eleito o mais votado.

Diferentemente de disputas anteriores para os cargos da Mesa Diretora, em que os candidatos espalhavam cartazes por todas as dependências da Câmara, nesta campanha poucos cartazes foram colocados na Casa. Até a noite de hoje (29), não havia nenhum cartaz de Temer. Serraglio e Ciro Nogueira distribuíram alguns cartazes hoje pela Câmara - Aldo Rebelo tinha feito isso ontem (28).

No entanto, o primeiro cartaz colocado na Câmara foi o da deputado Elcione Barbalho (PMDB-PA), que se lançou como candidata avulsa (sem indicação do partido) à Quarta Secretaria da Mesa. Elcione disputa o cargo com Nelson Marquezelli (PTB-SP), que foi indicado pelo seu partido.

Pelo acordo entre os 14 partidos que apóiam a candidatura de Temer, a Quarta Secretaria ficará com o PTB, mas, se Elcione tiver mais votos que Marquezelli, será eleita. Se isso acontecer, a deputada paraense será a primeira mulher a ocupar um cargo de titular na Mesa Diretora da Câmara. Marquezelli não colocou cartazes nem para dizer que é candidato.

A maioria dos cartazes apresenta mensagens curtas dos candidatos. O de Aldo Rebelo, por exemplo, diz: "Aldo presidente, Poder independente." No de Serraglio, está escrito: "Vote em quem pensa na Câmara e no deputado." Ciro Nogueira, além de cartazes, distribuiu também espelhos pela casa, com frases como: "Você reflete o Brasil. O seu voto precisa refletir você. Ciro Nogueira é melhor para a Câmara"; "Vote Ciro e veja quem vai mandar na Câmara". Ele distribuiu também um vídeo em que pede o voto de todos os deputados.

Os parlamentares acreditam que todas as atividades de campanha se intensifiquem neste fim de semana e também na segunda-feira, data da eleição. É que o Congresso está em recesso e a grande maioria dos parlamentares chega a Brasília no fim de semana para que possa votar na segunda-feira, dia em que também o Senado escolhe seus novos dirigentes.

A poucos dias da eleição, o DEM e o PR ainda não definiram seus candidatos para compor a Mesa Diretora da Câmara. O Democratas tem direito à Segunda Vice-Presidência e vai reunir sua bancada na tarde de domingo para definir o indicado entre dois postulantes: Edmar Moreira (MG) e Vic Pires Franco (PA). O PR também vai reúne a bancada domingo à tarde para definir entre seis candidatos aquele que disputará a Segunda Secretaria.

Já estão definidos os nomes dos candidatos do PT, que tem direito à Primeira Vice-Presidência e à Terceira Secretaria e indicou para os cargos Marco Maia (RS) e Odair Cunha (MG), respectivamente. O PSDB indicou para a Primeira Secretaria Rafael Guerra (MG) e o PTB escolheu para a Quarta Secretaria Nelson Marquezelli (SP).

As candidaturas para disputar os cargos da Mesa Diretora poderão ser registradas até a meia-noite de domingo. Os candidatos podem ser avulsos ou indicados pelos partidos.

Qualquer deputado pode se lançar candidato, mas, para ser eleito, precisará da maioria absoluta de votos em primeiro escrutínio ou da maioria simples, em segunda votação. O segundo turno só é realizado se nenhum candidato tiver maioria absoluta de votos.

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